31/01/2013

Terapias Expressivas: Primeiras Impressões


Acho que é um dado assumido: toda a gente se preocupa com as aparências.

Mais ou menos, uns dias mais evidentes que outros, mas é real. Certas pessoas dão mais valor às opiniões da família e dos amigos em comparação com as restantes, que se deixam afectar por indivíduos externos e que, muitas vezes, conseguem atingir aquele ponto fraco e o calo que mais nos dói. Assim, acabamos por seguir tendências daqueles que nos influenciam de forma positiva e fugir daquelas que não nos interessam. 

A primeira impressão que criamos é muito importante, já que marca o início da relação com aquela pessoa e pode determinar o rumo dessa narrativa, seja ele positivo ou negativo. Desta forma, existem factores principais que influem na formação da primeira impressão, como a visão ou o conjunto da imagem do primeiro impacto, o tom de voz, a adequação das palavras utilizadas e a linguagem corporal. Consequentemente, o interlocutor é induzido principalmente pela aparência e pelo vestuário. Por isso e para produzir resultados positivos num primeiro encontro, deve tomar-se atenção a determinados aspectos muito importantes, nomeadamente perante situações em que as primeiras imagens são particularmente determinantes, como entrevistas de emprego ou o contacto inicial com alguém a quem fazemos reverência ou que gostaríamos de impressionar.

Relativamente à aparência, devemos ter especial cuidado com a higiene pessoal e a expressão facial. Por um lado, é necessário que se mostre a sinceridade através dum sorriso e dum aperto de mão, de forma firme e segura, mas sem apertar demais. Este gesto, como todos os contactos físicos, é revestido de interpretações, por isso o cuidado é para que não façamos uma invasão do espaço pessoal do outro, mantendo uma distância socialmente aceite. As mulheres precisam de ter o cabelo bem cuidado e penteado e os homens, para além disso, devem ter a cara limpa e barbeada, ou barba aparada e aprimorada.

O vestuário ideal é aquele que corresponde às expectativas do interlocutor, ao contexto de apresentação pessoal e profissional e depende da análise prévia do ambiente, dos objectivos e dos costumes locais. O truque é a discrição e o bom senso. Deve haver uma preocupação em "sintonizarmos" o nosso tom de voz com quem estamos a falar, com um tom e velocidade iguais, palavras adequadas, condizentes e pertinentes ao momento, sem erros de pronúncia, vícios de linguagem, gírias, frases sem originalidade ou em tom de anedota. 

A colocação recta da cabeça e tronco revelam a postura correcta de apresentação pessoal, já que a curvatura dos ombros demonstram cansaço ou desânimo. Desta forma, a postura deve ser amistosa, agradável, natural e cativante, apesar de comedida. Não podemos esquecer a linguagem corporal, o aspecto mais importante e subliminar da condição relacional, onde o contacto visual directo assume um papel absolutamente primordial, representando segurança e seriedade, mas ponderado de maneira a que não pareça invasivo.

O que dizer? Pois bem, devemos ser claros e objectivos. O orgulho no que fazemos vai fazer transparecer a verdade do nosso trabalho. O nosso tempo e o do interlocutor deve ser respeitado e valorizado, sendo que é obrigatório não interromper a pessoa com quem estamos a conversar. As nossas vantagens devem ser apontadas sem falar mal da concorrência, fornecendo informações na medida do necessário, sem querer parecer que "sabemos tudo". Assim sendo, precisamos de expor as nossas competências, conhecimentos, aptidões, atitudes e apenas as nossas habilidades que se sobressaem, factores únicos que vão pesar num momento de escolha.

A forma como nos apresentamos corrobora aquilo que somos, aquilo que sentimos. Mais do que ser, precisamos de parecer ser, mesmo que isso seja (ainda) uma idealização do que gostaríamos.

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