10/02/2013

A Música: Black Coffee and the Soul Business Band

(© Ricardo Lamego, 2010)

Perco-me nas palavras para definir a cumplicidade.

Sente-se, respira-se. Acima de tudo, posso dizer que o tempo fez maravilhas. Foi no ano de 2008 que tivemos os primeiros devaneios musicais, no tão saudoso Uptown que funcionava como palco para as proezas iniciais que nos inspiravam a inaugurar jam sessions e despertar gostos antigos e novos. Em alguns casos, a amizade já existia; noutros, foi rompendo com os mais pequenos sorrisos parceiros. A Maria surgiu com o mote:

"Vamos fazer uma banda de Soul?"

E lá seguimos, com muitas ideias e algumas concretizações; poucas, mas muito sentidas. Fomos ganhando caminho nos palcos dos bares portuenses, sempre com a alma em punho. Com um repertório cada vez maior, começámos com as típicas covers de Soul e Funk que contagiam qualquer pé de dança. Mais recentemente, o trabalho foi ganhando versões de outras músicas longe do panorama ao qual estávamos habituados, mas também conhecidas do público e atingimos um termo que muito nos apraz: Dirty Jazz. Chafurdamos na "lama" e gostamos.

Cresci muito com estes senhores. O Bruno na bateria, o Sérgio no baixo, o Luis Monteiro na guitarra, o nosso maestro Luis Ribeiro nas teclas e os meninos gaiteiros, o Marco no sax alto, o Ricardo no sax tenor e o mais recente Nuno Pangaio no trompete. Em palco, tentamos deixar aquilo que de mais profundo sentimos, eu, a Ana e a Maria, numa sinergia tão especial como a dos amigos que se conhecem há muito tempo, num processo de amadurecimento que só me faz agradecer continuamente.

Neste momento, estamos a finalizar um CD para demonstrar o nosso caminho e que irá andar nos vossos ouvidos para breve. Até lá, e como nos alimentamos dos nossos concertos, fiquem com pequenas amostras aqui, aqui e aqui. Venham conferir isso e muito mais no Carnaval do Breyner85, já amanhã, dia 11 de Fevereiro.

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