07/03/2013

Terapias Expressivas: Como apanhar um Mentiroso

Já diz o ditado: "Mais depressa se apanha um mentiroso, que um coxo".

A mentira é algo condenável nos padrões morais da maioria dos povos. Em algumas culturas é até considerado um pecado, contra a religião vigente. No entanto, devemos ter em conta que todos mentimos, todos os dias, nem que seja só para nós mesmos, para evitarmos conflitos ou resguardar sentimentos nossos ou de outras pessoas. É a mentira piedosa, desculpável, inofensiva e, por vezes, desejável e até obrigatória em condições sociais. Contrariamente ao que a maioria dos pais acha, as crianças começam a mentir cedo e percebem o que isso significa. Conseguem obter satisfação ou desviar punições por meio da ilusão, alcançando níveis fantásticos e quase inacreditáveis de invenções, que, muitas vezes, acreditamos piamente.

Existem muitas coisas que denunciam a mentira na linguagem corporal: o movimento dos olhos, a postura, os tiques nervosos. É importante referir que o cérebro não quer nem gosta de iludir e representa a sua negação nalgumas reacções que copiam esta naturalidade. Deste modo, quando alguém mente tende a tapar a boca, morder os lábios, passar a mão ou coçar o nariz ou os olhos e levantar um dos ombros, gestos involuntários e inconscientes para a maioria das pessoas e que reflectem a vontade do cérebro: ele não quer ver ou falar a mentira, não confia no que diz. Ao mesmo tempo, estes indivíduos escondem o rosto e fogem do toque, ficando afastados e posicionando objectos entre si mesmos e outros.

O movimento ocular representa a exposição de cerca de 40% dos mentirosos. Pessoas que mentem mexem os olhos para o lado esquerdo, contrariamente às que dizem a verdade, que movimentam os seus olhos para o lado direito. De facto, estas duas expressões operam em áreas distintas do cérebro; enquanto a mentira se liga à criatividade, portanto à parte frontal, a verdade acede à memória, numa parte mais recuada. Desta forma, os mentirosos demoram mais tempo e repetem palavras da pergunta na resposta, falam muito ou alteram o foco da conversa e contam histórias sem emoção.

A verdade é consistente, por isso desconfiamos quando vemos um sorriso falso que não combina com o olhar. Se alguém gosta de algo irá sorrir antes ou depois dum comentário, nunca durante, já que as reacções curtas presumem uma ilusão. Assim, a mentira é evidente quando uma pessoa muda o seu comportamento: é quieta e torna-se repentinamente agitada, com a voz menos fluente, o volume mais alto, com uma dinâmica diferente e recorre à agressividade, agindo na defensiva.

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