21/04/2013

A Música: Shake it out

A celebrar é que a gente se entende.
(Ouvir esta música para acompanhar)

Sempre tive problemas com o peso. É engraçado como agora que estou prestes a fazer trinta anos e mais pesada que nunca, que é a altura em que mais gosto de mim mesma, mais feliz com aquilo que alcancei e aquilo que desejo e quero para mim. Acho que, em grande parte, isso tem a ver com o facto de me sentir enquadrada, num espaço que nunca pensei que fosse meu, mas que o quero como ninguém.

Não sei se me posso denominar como escritora (muito menos como jornalista), mas o facto é que as coisas têm fluído nesse sentido e eu não me sinto minimamente incomodada. Pelo contrário: tenho muitas ideias, cada vez mais a rebentarem como ondas no meu sono, o que me deixa com uma cara péssima, mas com uma coragem de leoa. O cansaço acaba por ser vencido pela vontade de construir coisas novas e positivas para a minha vida e eu fico cada vez mais confiante que o futuro será melhor, mais rentável até a nível financeiro.

Ainda assim, gostava de esclarecer: não estou rica. Longe disso. Vivo do subsídio de desemprego, miserável e doloroso. Luto todos os dias com os sentimentos de impotência, insegurança e inutilidade, com o medo constante de falhar e não ser boa o suficiente. Foi uma das razões de ter criado este blog: não só para me sentir activa e produtiva, mas também para combater estas expectativas tão negativas que começavam a corroer a sonhadora que sempre existiu dentro de mim.

Este não é um post triste, juro! Estou, como todos os anos, em contagem decrescente para uma data bem redonda e que espero que seja tudo o que me prometem: a melhor fase da minha vida. Abdiquei de coisas e de pessoas, sim. Mas hoje sinto-me mais forte e feliz com as opções que tomei. E no dia dos meus anos vou dançar como nunca, comemorar como ninguém, um brinde permanente com orgulho na pessoa que sou.

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