02/05/2013

Terapias Expressivas: o Poder da Imaginação


Já repararam como as nossas glândulas salivares começam logo a funcionar quando imaginamos que estamos a comer uma fatia do nosso bolo favorito? Por vezes, chegamos mesmo a sentir o sabor ou o aroma das nossas comidas preferidas com o simples recurso à imaginação.

Quando somos crianças, usamos cerca de 75% do nosso tempo a imaginar algo, uma brincadeira ou um jogo, um amigo ou uma companhia, de tal forma que nos deixamos levar completamente por estas ideias, parecendo verdadeiro. De facto, a imaginação guia os nossos passos. Ela é perita em recriar o mundo à nossa volta vezes sem conta, um lugar onde tudo é possível, podendo dar ou tirar a maior força em fazer algo, e consegue transportar-nos a um momento na infância, visitar lugares nunca antes visitados e até tentar prever o futuro.

"A imaginação tem todos os poderes: ela faz a beleza, a justiça e a felicidade, que são os maiores poderes do Mundo."
Blaise Pascal

Segundo a definição, a imaginação é uma ferramenta intangível para a manipulação da realidade e dos elementos que a compõem, a capacidade de reprodução mental de um objecto ou situação através dos sentidos, não estando estes presentes na prática. Do mesmo modo, existem estudos científicos que comprovam que o cérebro não distingue aquilo que é real do que é imaginado, já que as áreas activadas durante a projecção mental e a execução verdadeira são muito próximas.

Os sonhos entram no mesmo campo, pois são criações do cérebro, mesmo que involuntárias, mas que revelam alterações emocionais e corporais, como a temperatura do corpo e a pulsação, em reacções comparáveis ao que acontece no domínio do real. Ainda que os sentidos estejam completamente activos como no processo imaginário, a principal diferença prende-se no facto da imaginação ser por vontade própria e consciente e dos sonhos serem impensados e inconscientes.

A imaginação é muito mais forte do que a razão e do que a realidade: se pensarmos que não podemos ou não conseguimos fazer algo, é porque isso não vai mesmo acontecer. Numa situação em que o medo é lei, ela pode funcionar contra nós mesmos, pois prevemos o pior dos cenários e existe um aumento da adrenalina, da pulsação, da respiração e da tensão arterial. Igualmente, pode ser uma ferramenta útil para modificar, construir e resignar memórias, através de visualização positiva ou de auto-hipnose.

Resumindo, o poder da imaginação é muito mais vasto do que pensamos e com ela podemos aumentar a confiança, diminuir compulsões comportamentais e mudar o modo como o corpo reage a determinadas situações, prejudiciais ao nosso desenvolvimento. A chave é sermos, mais uma vez, positivos e confiantes nos nossos pensamentos para que a nossa vida se transforme duma forma afirmativa e assertiva.

Sem comentários:

Enviar um comentário