09/05/2013

Terapias Expressivas: a Prosopagnosia

É uma condição geral: em alguma altura da vida (ou em várias), todos nós já tivemos dificuldade em nos lembrarmos do nome de alguém. No entanto, a memória é rápida a responder quando vemos um amigo de longa data ou um familiar, e o nosso cérebro reconhece logo imediatamente.

A Prosopagnosia representa, então, uma das doenças mais curiosas do ser humano, pela incapacidade de identificar e reconhecer rostos humanos, até mesmo o próprio rosto. Também designada como "cegueira dos rostos", pode ter um carácter hereditário, atingindo cerca de 2,5% da população. Esta doença é abordada como um continuum, com graus diferentes que variam entre o reconhecimento facial sem qualquer dificuldade, e o desconhecimento total.

O nome deriva do grego ("prosopon" como cara/face e "agnosia" como incapacidade de reconhecimento) e esta inabilidade pode ser congénita ou adquirida ao longo da vida, através duma lesão por acidente, acidente vascular cerebral ou infecção. A Prosopagnosia atinge uma área do cérebro completamente independente das de memorização ou das áreas visuais, situada no lobo occipital com extensões ao lobo temporal, podendo ter-se uma "boa memória" ou "boa visão" e, mesmo assim, não ter a capacidade de identificar ou diferenciar faces humanas.

Os indivíduos com esta perturbação são capazes de perceber nitidamente a realidade e todos os pormenores que a caracterizam, como as cores, os contrastes e as profundidades, excepto os rostos, sendo, desta forma, muito difícil de terem consciência ou percepção desta dificuldade.

Não havendo cura para a Prosopagnosia, as pessoas que têm esta doença centram-se na memória dos detalhes, como um corte específico de cabelo, a forma das sobrancelhas ou sinais para definir e reconhecer quem os rodeia.

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