11/07/2013

Terapias Expressivas: o Dinheiro é assim tão importante?


É a preocupação de muito boa gente. É aquilo que nos deixa acordados à noite, a fazer contas sem parar, principalmente na altura que atravessamos. Mas será assim tão significativo?

O dinheiro é muitas vezes o que nos motiva a fazer algo, o nosso motor para trabalhar. Para perceber a importância que ele pode ter na vida de cada um, apresento-vos a Pirâmide das Necessidades de Maslow, um autor que decidiu fazer esta hierarquia das nossas necessidades. Esta é responsável por orientar e gerir todas as nossas acções e os seus níveis estão relacionados com a qualidade de cada instância.

1. (base) Necessidades Básicas e Fisiológicas
São aquelas sem as quais não podemos sobreviver, como a respiração, a alimentação, a água, a excreção, o sono e o sexo.

2. Necessidades de Segurança
Aqui importa referir o destaque da segurança para o indivíduo, já que a insegurança limita e desmotiva. Assim, as urgências principais prendem-se com a estabilidade, a segurança, no emprego, no corpo, na família e da propriedade, entre outros, centrando as preocupações básicas no desemprego, na morte ou na perda de alguém próximo.


3. Necessidades Sociais
A amizade, o relacionamento e a intimidade representam o foco deste nível, entre outros. A vontade de pertencer a grupos e partilhar com outras pessoas ganha aqui ênfase, mostrando a natureza social do ser humano, o porquê do medo da solidão.

4. Auto-Estima
Da mesma forma, o reconhecimento social, a confiança, a autonomia e o respeito dos outros são o foco deste nível, centrando o prestígio no reconhecimento do nosso trabalho e na valorização que os outros nos dão.

5. (topo) Auto-realização
Por último, surgem as necessidades de crescimento e desenvolvimento pessoal, de criatividade, espontaneidade e moralidade, numa forma de nos encontrarmos a nós mesmos e à nossa verdadeira essência, Aqui justificam-se também as negações de fazer algo contra os nossos valores e princípios.

Por conseguinte, o dinheiro situa-se no 2º nível, o das necessidades de segurança, mas também no 1º, pois sem ele não temos condições básicas de vida, como a comida, percebendo-se, desta forma, a extrema importância que ele pode ter na nossa vida. Além disso, constata-se também que é para nós mais notável aquilo que os outros pensam de nós, do que os nossos valores ou princípios.

Por outro lado, já se fizeram vários estudos averiguando a relação entre o dinheiro e a felicidade, verificando-se que, depois de suprir necessidades, a diferença não é muita. Entre os países mais felizes, destacam-se a Indonésia, a Índia, o México, o Brasil e a Turquia, e nenhum deles representa o topo da lista dos países mais ricos. Em forma de conclusão, podemos afirmar que o dinheiro não traz felicidade, mas ajuda!

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