26/08/2013

A Música: Guilty Pleasures (IV) - Justin Timberlake

(Justin Timberlake © Instagram)

Sou uma criança dos 80's, mas também uma adolescente dos 90's.

Isto faz com que os meus gostos musicais sejam, facilmente, um pouco duvidosos. A música pop entrava no seu auge e com ela também emergiam alguns artistas, defendendo plenamente o teste dos limites do bom gosto, desafiando-nos a algumas coisas bem excêntricas e até pirosas. Isso reflectia-se a todos os níveis, influenciando estilos, posturas e maneiras de pensar, tendo um foco principal nas artes.

Ainda assim, essas desconfianças mudaram muito ao longo dos tempos, já que aquilo que era normal gostar na adolescência, hoje é altamente criticado. Da mesma forma, lembro-me de ser gozada por ser fã confessa de Michael Jackson quando era miúda e hoje isso revelar-se ser socialmente aceite e até altamente valorizado. Actualmente, o reconhecimento é universal: era um génio, o verdadeiro rei da pop.

Justin Timberlake pertence a todo este mundo já descrito. Surgiu com os 'N Sync em 1995, uma das típicas boy band daqueles tempos e que tanto faziam suspirar as meninas, loucas de amores adolescentes. Mais tarde, já no ano 2002, aventurou-se a fazer algo só seu e o êxito foi garantido, com inúmeros lugares da frente nas tabelas musicais. Desde aí, o seu estilo foi evoluindo e ficando cada vez mais seguro, cuidado, coeso e conciso, investindo também na sua carreira de actor e fazendo as delícias de inúmeros fãs que foi arrecadando ao longo do caminho.


Como adolescente dos anos 90, admito aqui mais um prazer secreto, com muito orgulho. É um jeitosão com a pop no sítio, fazendo-me dançar com vontade. Este ano lançou mais um disco de hits, tornando-se uma companhia constante e preferida das minhas semanas. Assim, evidencio as minhas músicas de eleição deste senhor: "Señorita" (aqui), "LoveStoned" (em cima), "Let me talk to you/My Love" (aqui), do trabalho mais recente "Mirrors" (aqui), e, em repeat vezes sem conta, "Pusher Love Girl" (aqui).

Tenho muitos mais Guilty Pleasures do que estes que apareceram pelo blog em Agosto, talvez com uma relação directa pela época em que vivi e também por gostar tanto da malfadada música pop. Mas gosto, e assumo que gosto com o maior dos prazeres, nunca carregados por culpa. Aqui continuarão a surgir, de vez em quando, apenas para mostrar que todos nós temos aquelas gavetas de segredos, que só gostamos de assumir para alguns...

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