04/09/2013

Terapias Expressivas: Inteligência Emocional

Muito se fala na importância do raciocínio mental, mas será que sabemos ser inteligentes com as emoções?

De facto, o Quociente Emocional (QE) é tão ou mais importante que o Quociente de Inteligência. O primeiro autor a sugerir esta relevância foi Charles Darwin na sua teoria da evolução, onde referia que as emoções são influentes para a sobrevivência das espécies. Por outro lado, Gardner falava em Múltiplas Inteligências na sua definição de QI, e, na década de 80, Salovey e Mayer propunham uma elucidação para este conceito:

"...capacidade de perceber e exprimir a emoção, assimilá-la ao pensamento, compreender e raciocinar com ela, e saber regulá-la em si próprio e nos outros".

Assim, a Inteligência Emocional assenta a sua base em 4 domínios: a percepção das emoções, ou a identificação de emoções por estímulos (linguagem verbal e não verbal); o uso das emoções, ou a capacidade de empregar informações para facilitar o pensamento e o raciocínio; o entendimento das emoções, ou a maneira de captar variações emocionais nem sempre evidentes; e o controlo (e transformação) da emoção, ou a forma de lidar com os próprios sentimentos (aspecto central e essencial).

Daniel Goleman, um dos grandes responsáveis por este termo, considerava a Inteligência Emocional como a principal responsável pelo sucesso e insucesso, definindo-a em 1998 como:

"... a capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos."

Este autor centra os alicerces da Inteligência Emocional em 5 habilidades:

- Auto-conhecimento - capacidade de reconhecer as próprias emoções e pensamentos, auto-consciência;
- Controlo - lidar, gerir os nossos sentimentos, adequá-los e ajustá-los a cada situação;
- Motivação - mobilização das emoções em prol dum objectivo pessoal;
- Reconhecimento de emoções - empatia;
- Relacionamentos interpessoais - interacção com outras pessoas.

A vivência em sociedade assenta nos princípios da Inteligência Emocional, sendo necessária uma boa agilidade nas competências intrapessoais ou internas (auto-conhecimento, controlo e motivação), mas também nas interpessoais ou externas/sociais (reconhecimento de emoções e relacionamentos).

É importante termos consciência do que sabemos, mas também do que sentimos e como lidamos com aquilo que vivenciamos. Estas perspectivas são essenciais para podermos traçar a nossa vida duma maneira mais facilitada, mais tranquila e feliz.

2 comentários:

  1. sem duvida este é um dos TEMAS da minha preferência! Adorei :)

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  2. Também é um tema que se encontra sempre actual. Sucinto, claro e elucidativo como acho correto neste tipo de informação. Parabéns

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