11/12/2013

#31 . Tia do coração


Existe aquela família que herdamos e a outra que escolhemos.

Felizmente, eu tenho algumas pessoas na família que escolhi com os tempos. Ainda que os dissabores sejam tão fortes como a distância que nos separa, o coração não tem dessas manhas ou demandas, por isso continua tudo bem presente.

Sempre quis ser tia, um lugar que penso privilegiado pelo carinho e pela atenção, pelo mimo e pela alegria, pelas inspirações constantes. Como não tive a sorte de ter irmãos de sangue, fui criando amizades tão significativas como laços permanentes e, com isso, fui herdando também outras relações, com pais, mães, tios e, mais recentemente, sobrinhos.

Estas miúdas maravilhosas são a Madalena-mais-pequenina (mas refilona e com gritos de gente grande, ainda que muito mimalha) e a Kika-mais-crescida (mas teimosa e igualmente doce, principalmente quando fala na terceira pessoa, qual futebolista). Para elas, eu sou a tia Kelly ou Caqui, como lhes der mais jeito. Apresento-vos, então, o melhor dos meus últimos dias em Lisboa e a razão pela qual já volto para o Porto com o coração a transbordar. :)

3 comentários:

  1. Habituei-me, desde novo, a ouvir algumas pessoas a dizerem que o coração suplanta e aquece bem mais do que qualquer outra relação. A de sangue, inclusivamente. Felizmente. Assim, permitimo-nos ter um conforto familiar bem mais amplo, verdadeiro e sentido :)

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  2. OH Tb quero ser tua sobrinha para receber esse mimo todooooooooooo . " Ciumei" :)

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