02/01/2014

#51 . Mãe Galinha


Sempre fui a matriarca da minha família de amigos, em quase todos os grupos dos quais fiz parte.
A minha casa (ou antes, a dos meus pais) era o ponto de encontro de todos, o sítio onde íamos fazer as melhores festas, os jantares intermináveis e os jogos até de madrugada. Começou a ser assim nos meus 15 anos e eu gostava desse meu posto de centro de desabafos e muro das lamentações, o sítio preferido para um abraço de consolo ou umas palavras como "puxões de orelhas" e empurrões para momentos mais felizes.

Com a mudança para esta casa há uns anos e com a adopção responsável da minha Badu, isso diminuiu um pouco. Esta patuda faz-me companhia o dia todo e todos os dias, por isso respeito a sua timidez quando não conhece pessoas novas, tento que isso seja o menos penoso possível e lá se vão os convívios cá em casa, assim como tudo o resto. [e há pessoas que agora me vão achar maluca por ser tão babada com a minha cadela]

Recentemente, pus a casa mais ao meu gosto e decidi contrariar estas vontades solitárias. É bom ver que a minha Badu já não está tão fechada no mundo dela e que já se arrisca a ser meiga com pessoas que mal conhece. E é bom recuperar o estatuto de Mãe Galinha.

3 comentários:

  1. Acho tanta piada à Badu por ser assim tímida hehe, coitadinha, mas aos poucos ela habitua-se :) *

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  2. Mais um belo texto, Raquel.
    E obrigada pela partilha, mais uma vez.
    beijocas da fã
    Já preparaste os cartões para o Clube de Fãs????

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