20/01/2014

#68 . Domingos


Domingo é dia de tradições. De ir ao estádio de futebol com os mais novos, de acarinhar a família, de ir à missa das sete.

(música boa para domingo)

Apesar de nunca ter sido relativamente ligada à religião ou à igreja, quando era pequena-adolescente gostava muito de ir assistir à missa dada pelo padre Lino, porque me inspirava. Era um homem sempre bem-disposto, com uma piada na ponta da língua, mas era também muito motivador e, por isso, era alguém que eu gostava de seguir e conhecer aquilo que tinha para dizer. Acho que a igreja (assim como o futebol) tem esta coisa boa de conseguir inspirar quem precisa de direcções e acompanha quem precisa de companhia, ou quem decide ser escoltado na sua vida.

A música surgiu como a minha companhia primordial, com o dom de saber marchar ao meu lado, seja qual for a minha disposição. Ao mesmo tempo, tenho um sítio especial para a música gospel no meu coração, já que as vozes conseguem dizer exactamente o que sentem apenas numa nota, com um sofrimento contido, um amor e admiração únicos pela maior das presenças. É esse sentido de união das pessoas, do Deus que temos em cada um de nós e da força que Ele tem, um amor sem fim que me emociona e arrepia até ao meu mais íntimo. Para mim, a música gospel tem essa força de não precisar de explicações, de se sentir mesmo sem acreditar e, só por isso, já basta.

6 comentários:

  1. Eu não sou religiosa e detesto assistir a missas. No entanto, admito que quem tem fé, por vezes, deve levar a vida de uma forma muito mais calma e serena. **

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  2. raquel descobri o teu blogue hoje e que surpresa boa tive eu, tudo é bonito e simpático neste teu cantinho:-) Quanto ao teu texto sobre vida religiosa, a minha mãe é uma pessoa religiosa (nada fanática) e sinto que a ela a fé e o contacto que ela tem com o cristianismo lhe dão uma paz de espirito muito grande e percebo que o faz porque tem verdadeira fé., no entanto é uma pessoa de mente aberta que apoia a homossexualidade, o divorcio e tantos outros assuntos polémicos que a Igreja condena.

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  3. Que belo retrato domingueiro!
    Também frequento, quando possível, igrejas e oiço os sermões do padre, pela inspiração. Do homem, do enquadramento do discurso, da fé e da beleza da arquitectura. Quanto à música gospel, estou totalmente de acordo. É tão sensitiva como inesplicável. Não precisa de mais nada :)

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