24/01/2014

#72 . Dor de Cotovelo

(ilustre desconhecido nas ruas de Istambul)

Há pessoas difíceis, daquelas que são necessárias todas as nossas forças para não nos irritarmos com elas.

Ontem estive a dar uns últimos retoques numa das minhas histórias, que aborda uma destas pessoas difíceis e que nos rodeiam diariamente. Na verdade, é o género que mais me irrita e que causa urticária: o Falso Frontal. São aquelas pessoas que dizem tudo o que pensam, mesmo que não tenhamos pedido opinião, que tendem sempre a ver as coisas duma maneira altamente negativa, que se gabam de dizer as verdades todas e de serem muito frontais, mas que usam as palavras apenas para serem desagradáveis. E normalmente são mesmo muito desagradáveis. Eu gosto dos ditados populares e acredito piamente que quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras no telhado do vizinho, mas isto sou só eu, que [às vezes] penso demasiado nas coisas. 

Foi um post meu por aqui (ver aqui) que me inspirou para um dos meus contos e uso este texto apenas para dizer que eu convivo com as personagens que crio para o meu livro, mesmo que isso me faça parecer tolinha ou me incomode. Depois, tenho de lhes fazer o luto com o devido respeito, para que fiquem guardadas numa caixa bem pequena e numa prateleira bem difícil de alcançar, para que eu nem me lembre delas. As pessoas reais incomodam-me muito mais do que aquelas que imagino, mas com essas posso eu bem: é só deixar esta música a tocar aos berros e deixá-las passar sem fazer muitas mossas. É que não há pior dor que a do cotovelo e não vale a pena tentar agradar alguém que não quer ser agradado, ou pior, que nós não queremos nem necessitamos agradar. Por isso é só respirar fundo e deixá-los passar. :)

3 comentários:

  1. Nem mais.. essas pessoas raramente valem a nossa preocupação. Eu lido muito mal com as criticas (um dos meus grandes defeitos), mesmo que as pessoas tenham razão, fico a remoer, a remoer e é preciso muito tempo para esquecer e poder aceitar isso...Se existe alguém que está constantemente a criticar, ó pá, adeus, até à vista! Precisamos das críticas para crescer e de ter alguém do nosso lado menos sonhador e que nos faça descer à terra, mas, para mim, só pessoas felizes e positivas é que nos fazem falta. **

    ResponderEliminar
  2. Sublinho tudo o que partilhou. Pessoas há, cuja vida se resume ao passatempo de viver as passadas dos outros e carregar de castigo e sombra as palavras com que lhes chegam. Castigam os outros, por incompetência de gestão da própria dor. O problema não está nos outros, parte da incoerência em que vivem mergulhados.
    Não deve preocupar-se com o facto de viver o que escreve, o que constrói suportado no seu talento e criatividade. Antes assim. Sempre! :)

    ResponderEliminar
  3. geralmente essas pessoas são extremamente mal educadas e mal formadas. não há paciência.

    ResponderEliminar