09/01/2014

A Música: Beyoncé

(imagem retirada daqui)

Podia chamar-lhe Guilty Pleasure. Mas a verdade é que já não é, deixou simplesmente de o ser.

Toda a gente que me conhece sabe do meu encanto pela música soul, negra, sem preconceitos, sem filtros. É a minha forma primordial de consolo musical, é aquilo que escolho em todas as alturas para me tirar de algum lugar emocional ou para me levar para onde sonho. De certa forma, é a música mais emocional que eu conheço, é a música que mais acarinho e que gosto de ter por perto.

Apesar de gostar daquilo que a Beyoncé fazia ou representava, não era uma fã convicta, pelo menos não daquelas capazes de a defender por tudo. Era a música perfeita para dançar, para brincar e gozar, embora parecesse que lhe faltava sempre qualquer coisa... Mas sempre apreciei a sua voz (hiper mega super espectacular), a sua presença e a sua maneira de se mostrar. Quando esta senhora apareceu com o seu último trabalho assim de repente, do dia para a noite e sem ninguém saber, fiquei imediatamente curiosa. Mas também pensei da mesma forma que algumas pessoas e indaguei: afinal quem é que esta "gaja" julga que é para mandar todas as normas bem cuidadas para as urtigas e aparecer com isto assim do nada? E como é que ela conseguiu sem ninguém saber ou sem ninguém se descair minimamente? (tirando a Sia, que retirou logo o comentário que fez sobre a música que escreveu)


Logo tratei de arranjar o devido álbum. E logo me caíram todas as dúvidas. Esta senhora, denominada carinhosamente por Queen B, não ganhou o nome sem querer. Ela sabe mesmo o que faz. Para quem não ouviu ainda ou não sabe do que estou a falar, passo a explicar: cansada das demandas das editoras, não concordando que fossem outros a decidir a música que ela queria mostrar ao Mundo e vendo que a imagem associada à música através dos videoclips estava cada vez mais posta de parte, resolveu lançar aquilo que ela chama de álbum visual, com um conjunto de 14 músicas (escolhidas entre 80!...) e 17 vídeos, tudo de uma vez só, como se fizessem parte de um só filme, ou de várias curtas. É a sua maneira de ver a música, a sua música. E fê-lo em segredo e sem ninguém contar.

Em primeiro lugar, devo dizer que os temas escolhidos são ge-ni-ais. Ainda não consegui parar de ouvir desde que saíram. É um estilo diferente àquele que ela tinha anteriormente, que revela exactamente o crescimento que ela teve quando se tornou mãe e da maturação da sua carreira. Por outro lado, dedicou-se à produção da imagem de cada uma das músicas escolhidas, com a colaboração de outros produtores e visionários nestas áreas, para que os vídeos fossem exactamente como aquilo que ela imaginou. Por último e para mim o mais importante, não se escondeu atrás dos seus ídolos ou daqueles que a inspiram, e convidou-os a participarem neste seu trabalho, como o marido Jay Z, Justin Timberlake, Timbaland, Sia e Frank Ocean, entre outros. Para além disso, pegou em alguns exemplos de músicos que gostava (como a "Rocket", que se baseia num "beat" de D'Angelo ou a "Blow" que representa a sua inspiração no trabalho do Prince) e homenageou-os da melhor maneira que sabe fazer.

Vi ontem a última das partes do "documentário" de apresentação deste álbum da Beyoncé, "Self-Titled", em que ela mostra o que existe por detrás de cada uma das músicas e dos vídeos. Aqui me confesso: estou completamente fascinada. É uma Beyoncé crescida, madura, renovada e feliz, no seu pleno potencial. Neste álbum fala daquilo que é, o que já alcançou e aquilo que ainda quer fazer, aquilo que a inspira, a motiva e a move. É um hino à sua honestidade.

Muito diferente daquilo que fez no passado, pode chocar aqueles que se habituaram a outros sons, mas, no meu caso, não podia estar mais satisfeita. E estupefacta. E deliciada. E tudo de bom. Talvez seja uma opinião um pouco perniciosa, por gostar deste género de música... Mas é de pé que aplaudo a Queen B. E sinceramente não consigo escolher nenhuma música favorita, porque gosto genuinamente de todas e ando a descobrir-lhes o brilho, uma por uma.

P.S. Quem estiver interessado em ver o dito "documentário" de apresentação do álbum: parte I - Visual Album, parte II - Imperfection, parte III - Run N' Gun, parte IV - Liberation e parte V - Honesty.

5 comentários:

  1. Ouvi uns rumores, mas não tinha prestado muita atenção a isso..vou ouvir a música. Não sendo das minhas cantoras favoritas, gosto de algumas músicas ;) **

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  2. ainda não tive oportunidade de ouvir mas já ouvi boas críticas! estou curiosa :)

    > http://golden-roads.blogspot.pt/

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  3. Eu também gostei muito! :) E tendo ali um bilhete para o concerto dela, fiquei muito feliz!!

    xx
    http://troughthelace.blogspot.pt

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