29/01/2014

Terapias Expressivas: Criatividade e Inteligência

Um dos primeiros temas que abordei aqui no blog e nesta rubrica foi a Criatividade (ver aqui), já que é algo que me fascina indefinidamente.

Mais recentemente, porém, estive a ler sobre as semelhanças e diferenças entre a criatividade e a inteligência, pois são muitas vezes confundidas erradamente. Na verdade, estes dois temas têm processos cognitivos são similares, por isso percebe-se a imprecisão e incerteza geral.

Vamos por partes. Inteligência define-se pela capacidade de organizar informações, fazer comparações, formular conceitos, planear, compreender ideias e linguagens, focando-se principalmente na faculdade de aprender com a experiência, nossa e dos outros. Quanto à criatividade, esta prende-se no processo com resultado num "produto novo" ou uma nova ideia, no romper de padrões de pensamento e na sensibilidade a lacunas de conhecimento, numa solução "nova". Enquanto que a inteligência se destina a ponderar sobre qual dos caminhos conhecidos é o mais eficiente, na relação e na equação de todos os elementos existentes a criatividade consiste na criação de um novo caminho ou numa combinação nova daquilo que já existe.

Observemos o panorama da educação actual, em que os indivíduos são extremamente inteligentes, mas pouco criativos. A verdade é que se privilegia um foco nos estudos em que as respostas devem ser dentro dos "formatos" pretendidos e escolhidos previamente, repudiando, ignorando e pondo em causa aquelas que são novas e originais. Assim, a inteligência é tida como mais "educada" e consistente, ao contrário da criatividade, que é considerada como sendo mais espontânea e inconsistente. Numa sociedade como a nossa em que o importante é a educação cada vez mais especializada, superior e centrada na inteligência, pode verificar-se que as formas de ensinar os processos criativos são ainda muito neglicenciados e inibidos, fazendo com que a criatividade ainda seja muito acanhada e pouco valorizada.

Felizmente, tudo está a mudar. O que é original passa a ser abraçado carinhosamente e o novo deixa de ser estranho, dando lugar à autenticidade. Mesmo num país como o nosso, envelhecido e cuidadoso com as suas regras, é preciso saber abrir portas para aquilo que é inédito, legítimo e natural. Porque já dizia Einstein: 

"A criatividade é a inteligência a divertir-se."

2 comentários:

  1. Eu cá acho que sem criatividade não há inteligência que nos valha. Vamos só ser mais um a sair do mesmo molde. Por isso não podia concordar mais com a frase de Einstein :) e adorei o teu texto (como aliás todos até aqui).

    Beijinhos,
    Catarina.

    http://day-dreamer.pt/

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