14/03/2014

A Música: Praise You

Esta é a música que me encanta os ouvidos há uma semana:




Algures nos anos 90, fiquei em absoluto espanto com um videoclip de Fatboy Slim, aquele senhor que é mestre na mistura de house, funk, hip hop, electro e tudo mais que faz dançar imediatamente. Sempre gostei muito daquilo que ele fazia, mas confesso que este vídeo me ficou permanentemente gravado na memória. "Praise You" usa um sample da música que mostro acima, "Take Yo' Praise" de Camille Yarborough, uma activista que se centra na provocação e num estilo algo obscuro para mostrar aquilo que pensa. É, portanto, uma música carregada de história, mesmo como eu gosto.

O vídeo foi o resultado duma colaboração com a realização de Spike Jonze, o mesmo director e produtor que anda a dar que falar com o filme "Her", mas também daquele filme que me faz sempre suspirar "Where the wild things are". Jonze desafiou as leis musicais quando decidiu fazer algo bastante "low budget", usando cerca de 800 doláres numa produção que apenas se destinava a ser uma piada, um tom jocoso para desafiar as massas. Basicamente, Jonze lidera um grupo de dança (fictício) e vão para a frente de um cinema em Hollywood Boulevard fazer a interpretação de uma música, sem pedir autorização e sem ter nenhumas regras, tornando-se até um pouco ridículo e absurdo.

Sim, é Jonze que começa a dança. Também é ele que faz um vídeo para fazer com que os maus dançarinos pareçam bem, quase um "flash mob" que usa o humor para desbloquear e fomentar pensamentos. E, na minha opinião sincera, complementa em grande o que Camille Yarborough lançou em 1975 e está genial [ou eu sou parva e adoro estas coisas igualmente parvas]. Vejam aqui:



Felizes, os adolescentes dos 90's :) Bom fim-de-semana!

3 comentários:

  1. Era mesmo isto que estava a precisar hoje :)

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  2. Há uns tempos atrás, precisamente num carro, com um portátil ao colo, com dois amigos, mostraram-me este vídeo e, naturalmente, acabei por ouvir, uns tempos depois, a música acima. E, ouvida até ao fim, ficou-me a ideia de uma alma roída de histórias e contextos.
    Bom fim-de-semana :)

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