28/04/2014

Grande 31

(Aviso: post altamente egocêntrico!)

Adoro fazer anos. É uma coisa muito minha e pareço uma criança, entusiasmada com qualquer detalhe.

Entre os meus amigos, sou conhecida por fazer festas quase megalómanas desde muito cedo e houve quem falasse da festa dos meus 15 anos durante muito tempo, lembrando a loucura que foi para os meus pais deixarem-me sozinha em casa num fim-de-semana comprido para eu fazer a festa, eu convidar cerca de 30 pessoas para irem para uma casa carregadinha das antiguidades da minha mãe (que haviam sido cuidadosamente embaladas e confinadas a um quarto que estava permanentemente fechado), tendo mais de 50 pessoas numa alegria desenfreada, uma banda a tocar na sala e o acabar da noite a cantar no telhado. Foi lindo e foi épico, o cume da minha adolescência e a razão pela qual fiquei bem conhecida na escola onde andava.

Mas não foi um aniversário único. Gosto de festas grandes, de me sentir o centro das atenções, de dançar até cair. Durante muitos anos, gostei de dar concertos no meu aniversário, porque era no palco que sentia a minha casa. Nos meus 25, a minha mãe organizou uma festa de tal forma grande, que dei por mim a reencontrar amigos que já não via há muito tempo, com t-shirts com fotografias minhas e o choro garantido. A verdade é que gosto da atenção, não tenho vergonha de assumir. É o meu dia. Todos se lembram de mim e dão-me mimos, e, mesmo que seja à distância, aquecem-me o coração. E, mais do que isso, gosto de comemorar, de partilhar com os meus amigos o facto de estarmos todos bem e felizes, mais um ano de vida e em grande.

No entanto, este ano não estava para isso, tinha vindo de uma viagem longa e curativa, estava a precisar de alinhar directrizes e não queria grandes festas. Além disso, tinha passado o dia de sábado a apoiar a minha mãe, que tinha sido ordenada mentora de uma associação à qual nós pertencemos e que, no meio do seu discurso, disse que eu era a sua inspiração e motivação de Alegria, facto que me surpreendeu muito e que me fez pensar que, mesmo que eu por vezes não me veja assim, é isso que demonstro ao Mundo. Mas, mais uma vez, achei que a prenda havia sido dada e a ideia era ir apenas jantar fora com o marido e voltar para casa, prometendo um lanche para ontem apenas com alguns amigos e pouco mais. E, chegada ao restaurante, tive direito à maior surpresa, mesmo daquelas meigas e carregadas de boas energias, dos meus amigos mais queridos e daqueles que estão mais perto.


Este é um ano diferente daqueles meus 15 anos. Há uma tranquilidade maior, a razão das certezas. Tem sido um ano de muitas mudanças, mas também de muitas decisões certeiras. Criei um blog que mudou a minha vida, dediquei-me a observar os outros, a retratar as suas vidas e reaprendi a escrever. Conheci muita gente, nunca perdendo o meu norte, o meu porto seguro. Mesmo antes de ir de férias, percebi que tenho de me desligar mais, de escutar mais vezes o meu coração, porque ele sabe bem quem eu sou. Tem sido um caminho algo difícil, mas também muito feliz.

Este é também o início de um ano especial, a concretização de um sonho e a mudança de uma vida. O meu primeiro livro está quase aí e, por isso, toda esta força vinda de vocês veio mesmo a calhar. Gosto de pensar que fui eu que vos angariei para a minha vida e que vocês, os meus amigos, reflectem essa minha alegria e força de viver. Tenho a sorte de saber angariar pessoas para a minha vida. Mas acreditem que é muito bom saber que vos tenho atrás de mim, a amparar-me as costas, a certificar-me que estarão lá em qualquer altura, seja o que for, porque a amizade é isso mesmo, a certeza de que vocês estarão sempre aqui. É um orgulho saber que tenho pessoas assim na minha vida, é a sensação de que fiz algo muito bem para vos merecer. Vocês são a minha força, a minha motivação para todos os dias, o lugar para onde fujo para recuperar energias, os meus remédios caseiros.

E, por tudo isso, OBRIGADA. :)

13 comentários:

  1. opa que palavras tão bonitas :')
    só queria ter podido dar-te um abraço e ver o teu sorrisão lindo!

    (mas está quase!)

    beijinho com saudades

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  2. Muita, muita felicidade!
    Também gostava de te ter dado um abraço forte :)

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  3. Como sou babado e feliz. Te amo muito e os parabéns são também para a escolha que eu e tu voltamos a fazer nesta vida.

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  4. Daqui, Raquel, um sem número de desejos, porque acredito que estes não se contam. Sentem-se, à mercê do que guardamos no mais íntimo. Do mais verdadeiro que somos. Depois, parabéns, claro! Por tudo o que enumeraste neste texto mas, acima de tudo, pela extravagância (no melhor sentido do termo) que é não teres o receio de assumir tudo o que descreves como teu.
    Para quem, como eu, nunca viu para além das palavras e imagens, recebe e entende-te como tal. Um beijo!

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  5. Que palavras tão sinceras, Raquel. E que espelham tão bem, tão genuinamente, aquilo que sinto. Tal como tu (embora nunca tenha tido festas megalómanas), sempre me gostei de sentir uma verdadeira princesa, o sol das atenções, no meu aniversário. E guardo todos no coração, lembro-me de todos os detalhes!

    Mais uma vez parabéns, juntamente com um beijinho terno e muito sucesso. Deste lado, ansiamos curiosamente o lançamento desse livro tão esperado. E por cá, também, se vai planeando uma viagem ao Porto (um ano depois de aí termos estado). Pode ser que coincida com um outro concerto dos OH HONEY! Gostava muito!

    Um beijinho, Sara ♥
    Little Tiny Pieces of Me

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  6. Olá Sara! :) Espero que coincida com um concerto, então :) Um beijinho*

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  7. Parabens raquel! Que continues a sorrir para o mundo e que sigas sempre o teu coracao e sonhos. Lindo texto.

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  8. Como te compreendo. Também eu adoro fazer anos e sentir que o dia é meu e que mereço todos os mimos do mundo.

    Tenho de te confessar que na tarde de sábado estava na Pretty Exquisite quando a Diana me falou deste plano surpresa... E confesso que fiquei feliz. Adoro quando vejo surpresas de aniversário. Adoro aniversários, é isso... E quando envolvem surpresas então, acho que torna tudo ainda mais especial! :)

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  9. Adoro o meu aniversário e não o nego. Tal como tu, e acho bonito assim. :)

    Parabéns Raquel :)

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