25/05/2014

#191 . Vício / #192 . Primeira

O meu vício? Contar histórias.

Sou bisbilhoteira, gosto de conhecer todos os segredos e sou fã de narrativas surpreendentes, daquelas que são capazes de encher o coração. Aliás, sou mesmo viciada numa boa história. Não interessa muito se acabam bem, começam mal ou finalizam de pior maneira, desde que me façam pensar um bocadinho, sonhar com os personagens e viver intensamente cada momento das suas vidas, como se fizessem parte de mim. E invejo aqueles que contam histórias duma forma tão natural como respiram, pois desejo ser assim quando crescer.

Um dia disseram-me que as pessoas têm sempre um bocadinho de cada pessoa que encontram ao longo da vida e, apesar de achar essa ideia bastante poética e bonita, o que mais gosto nela é que a elevo para outro nível. Desde pequena que é assim, que me prendo nos significados e em todos os detalhes que fazem com que as histórias que conto sejam realmente minhas, vários bocadinhos de mim. Se são chatas, são essa minha parte, se não se compreendem, são aquilo que eu não consegui passar. Mas, essencialmente, são aquilo que transmito às outras pessoas e revelam-me a mim mesma.

Assim é o meu 12. É, como eu disse, a apresentação de histórias sobre pessoas reais. Talvez não exactamente reais, mas inspiradas nelas, nas pessoas que passam por mim e pela minha vida. Mas não só. Além disso, 12 são as personagens que eu conto, mas são também 12 os pedaços da minha alma, assim como se desvendasse sempre um mistério novo sobre as pessoas que carrego debaixo da minha pele. Porque só sei ser eu mesma, com o reflexo nos olhos dos outros.

(fotografias de Fred Gomes e Raquel Graça, que em breve serão mais)

Ontem foi o lançamento oficial na Cru, para todos os que lá puderam aparecer. Estava muito emocionada e feliz, rodeada de amigos e família que vieram assistir em primeira fila, aplaudir a minha loucura de arriscar em escrever. É preciso ser-se um bocado louco em acreditar nos sonhos, mas completamente insano para os concretizar. Assim o fiz, com a ajuda dos meus amigos, o amigo-irmão Fred e a minha Mariana. E ver aquela plateia tão conhecida, orgulhosa e babada, foi a melhor prenda que podia ter.

Obrigada à Cru pelo espaço e pelo carinho interminável da Tânia e do Miguel.
Obrigada aos doces, Petiscos e Miminhos da Ana, que estavam absolutamente deliciosos e deixaram vontade de devorar todos de seguida.
Obrigada à Daniela, ao Fred e ao Luis, por nos terem dado música.
Obrigada às palavras sempre doces da Raquel e à parvoíce que me sabe sempre bem da Mariana e do Fred.
Mas, acima de tudo, obrigada a todos os que apareceram, que não se cansaram de me ouvir e que querem sempre saber mais. É graças a vocês que é um prazer escrever e que nunca vou desistir do meu maior vício: contar histórias.

P.S. Para vos provar que estou completamente louca, aqui está a minha primeira folha de hoje:

P.S. (2) Para encomendar livros, basta enviar um email para raquel.caldevilla@gmail.com :)

10 comentários:

  1. Também adoro ouvir e contar histórias. :) Deve ser uma coisinha de psicólogas não?
    Um beijinho minha querida * Tudo o sucesso do mundo.

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  2. Como te compreendo! Essa necessidade de escrever histórias e de cultivar memórias... E estou mega curiosa para ver esse livrinho. Não vai haver apresentação cá pra baixo...?

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  3. Ana: deve ser uma coisa de psicólogas, sim! :)
    Melody: :)

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  4. Muitos parabéns pelo teu livro!! ...para mim, foi um prazer acompanhar um pouco do seu desenvolvimento, espero sinceramente que venham mais uns quantos números...

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  5. é um vício saudável :) quero ter esse livro nas minhas mãos, desflorado pelos meus olhos brevemente.
    eu continuo a escrever mas sinto-me tão desmotivada às vezes, como se a narrativa não fosse a lado algum, ou como se não fosse intensa o suficiente, qual droga que atenua após os primeiros parágrafos. tens alguma receita anti-bloqueio?

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  6. Receita anti-bloqueio não tenho nenhuma, infelizmente, que às vezes dava mesmo jeito. A única coisa que te posso dizer é que continues sempre a escrever e que mostres a alguém que confies e que perceba alguma coisa do assunto. Às vezes só o simples facto de mostrares já te faz evoluir, pois a ouvires o que as pessoas pensam e criticam, faz-te crescer. Até porque aquilo que não gostas pode ser apreciado por um outro alguém ou, pelo menos, pode fazer-te pensar de outra forma :)

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  7. Volto a parabenizar-te, Raquel, porque sinto, de facto, esse sonho realizado. Chegar, seja quando for, a uma altura em que o que nos segurou em tantos momentos se transforma e forma em concreto, só pode ser motivo para emoções e festa. Muita festa! Desfruta, concretiza sempre. Vou querer ler-te, porque me soube a pouco o conto, por aqui, partilhado. Continuação. Um beijo.

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  8. Ah, e a necessidade de conhecer, ver e ouvir para lá do óbvio. Escrever e guardar na escrita um tanto dos outros. Poesia à parte, faz-me todo o sentido. Conhecer e contar histórias é um privilégio. De alguns, apenas :)

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  9. Obrigada querido Real :) As tuas palavras sabem-me sempre tão bem :)*

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  10. Olá Raquel, muitos parabéns duplamente. Por um lado porque não conhecia o teu blogue, o qual acho que está fantástico - vim directamente do instagram para cá ;) - e depois, claro, pelo livro. Também sou uma apaixonada pela escrita e acho que se soubermos transformar a nossa sensibilidade, e a percepção do que nos rodeia, em palavras, podemos criar poesia ou histórias que cativem os outros o que é um privilégio. Boa sorte para este projecto e para todos os outros e, claro, vamos continuando em contacto ;)

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