12/05/2014

[UK Tour] Cotswolds #2

Seguimos em viagem pelos campos ingleses. O dia 2 foi premiado pelas paisagens de verde a perder de vista, o contacto supremo com a Natureza na sua forma mais simples e sincera.

Foi o dia em que respirámos fundo com todos os sentidos e que, pela primeira vez, nos deixámos levar completamente. Vimos casas com telhados de colmo, vimos ovelhas felpudas com os seus mais pequenos e vimos um sítio onde, pelo menos para mim, era mais fácil de viver-para-sempre, de aproveitar o momento.

Uma das primeiras coisas que vimos quando estávamos a fazer planos para esta viagem, foi a estrada B4632, nomeada como uma das dez estradas mais pitorescas de Inglaterra. Esta estrada liga Stratford-upon-Avon, onde ficámos alojados nestas noites, até Cheltenham, algures pelo meio das vilas mais bonitas e dos campos mais verdejantes.

A nossa primeira paragem foi em Chipping Campden, uma cidade detentora de um antigo mercado, muito conhecido pelo comércio de lã (bem abundante na zona), mas também de produtos relacionados com a grande tradição de laticínios. Assim, decidimos parar numa loja para comprar e experimentar um queijo diferente e surpreendemo-nos quando encontrámos uma senhora muito simpática que geria essa loja, e que nos contou que o filho vivia no sul de Portugal, país que também guardava muito do seu carinho. A senhora era tão sorridente, que foi pena não estar ainda à vontade para tirar fotografias a estranhos. Mas ficam as memórias de um sítio muito bonito!




Apesar das cidades serem muito pitorescas, a nossa atenção facilmente fugia para os campos amarelos que ladeavam a estrada. Eram enormes, carregados de um amarelo tão vivo que, com o sol, quase feriam os olhos. Percebemos mais tarde que se tratam de campos de colza ou canola e que são muito comuns na produção de óleo, que pode ser consumido de forma comestível ou, mais recentemente, para originar combustível. E eram tão comuns e tão bonitos que, assim que conseguimos, fomos para o meio de um deles tirar fotografias.




Mais tarde, parámos em Broadway para almoçar. O sol estava fantástico e fez com que aproveitássemos para dar uma volta pela rua principal e usufruir duma esplanada bonita.



No entanto, as maiores atracções estavam mesmo ao nosso lado, na famosa estrada. Ovelhas, muitas, que não nos cansaram minimamente, apenas por nos deixarem com a sensação de descanso, de paz, de férias.





A certa altura, decidimos sair um pouco da estrada principal e explorarmos onde nos pareceu mais diferente. Foi assim que encontrámos um moinho de água, guardado por uma família que nos fez ter a certeza que, se as bruxas existem, vivem no campo inglês. Eles eram também donos de um cão preto pequenino que veio ter comigo e com quem eu fiz uma amizade instantânea, para matar um pouco das saudades que já sentia da minha Badu.





A meio da tarde, avistámos finalmente Cheltenham, uma cidade já um bocado maior do que os nossos planos e, por isso, não a incluímos nas paragens obrigatórias.





No final da tarde, voltámos para Stratford-upon-Avon, a cidade natal de Shakespeare e também o nosso alojamento. Para dizer a verdade, não foi um sítio que nos tivesse agradado em especial, talvez por termos tido um dia tão bonito que só estávamos à espera que acabasse ainda melhor. Ao contrário disso, quando chegámos a Stratford já passavam das 18h, por isso apanhámos tudo fechado, ruas desertas, sem vida nenhuma.

Apesar disso, fiquei com vontade de entrar em algumas lojas, especialmente uma que encontrámos que era especializada em pormenores de Natal (sim, Natal) e uma outra que tinha objectos relacionados com magia. Restou-nos apenas dar a volta habitual ao lado do canal, ver a casa onde nasceu Shakespeare (que era difícil de encontrar, pois esperávamos algo mais bonito) e esperar que o jantar fosse agradável, apesar do vento frio que já se fazia sentir.





Agora que vejo as fotografias, penso que fomos um bocadinho palermas, porque o sítio é bonito, mas realmente esperávamos mais deste lugar. Acho que tínhamos a sensação que íamos encontrar um ambiente diferente, mais inspirador e único, que fosse capaz de nos arrepiar. Ainda assim, tivemos um dia tão bom, que a queixa é mesmo do "tuga insatisfeito", puro capricho.

O que é que vocês acham? Foi um segundo dia em cheio, não foi?

4 comentários:

  1. Que lindo!!!! Adorei!!!!
    Fico tão feliz por ti filhota...
    Todos dias peço ao meu "amigo" lá do céu para te dar sempre muita saúde e muitos momentos como estes (que aqui descreves como ninguém..) Um beijo

    ResponderEliminar
  2. Super lindo. Deve ter sido um verdadeiro sonho campestre. Paisagens super queridas.
    Beijinhos
    Priscila, Ideias com Amor♡

    ResponderEliminar
  3. Fotografias lindas lindas lindas! Não tenho grande vontade por viagens assim, mais paradinhas e com o campo a meus pés... Mas estas fotografias fazem-me querer mergulhar num mundo assim <3

    ResponderEliminar