09/06/2014

A Música: Capicua é Vayorken

(imagens e vídeo © Capicua)

Andava vidrada na Capicua desde que o último disco saiu, a Sereia Louca. No entanto, na semana passada ela deu a conhecer o último videoclip da Vayorken, a música que mais me enche os ouvidos e foi o pretexto ideal para vos falar um bocadinho dela.

Passo às apresentações: Capicua é Ana Matos Fernandes, nascida e criada no Porto, mesmo aqui no centro. Tirou o curso de Sociologia e fez até um doutoramento em Barcelona. Foi buscar o nome ao catalão e soube fazê-lo, que até o seu nome é capicua, AnA. Começou com o Hip Hop nas paredes pintadas, depois nas rimas e por fim no microfone. Adquiriu as palavras nos seus gostos de raiz e o orgulho de ser nortenha na sua maneira de cantar. Não canta, fala. Conta histórias. E desde 2012 que marca o seu território no panorama musical português, a solo, de alma cheia e na companhia daqueles que mais quer por perto.


Já ouvi a história da sua Sereia Louca tantas vezes que já a sei de cor. Apareceu-lhe num sonho que tinha uma sapataria chamada Sereia Louca e fez-lhe sentido que existisse, pois só uma sereia que fosse louca é que compraria uns sapatos, pois não tem pés. Procurou onde poderia existir algo do género com o mesmo nome e não encontrou nada de nada, por isso meteu mãos à obra e criou a sua arte. É aqui que conta as suas histórias, sussurradas aos ouvidos que as escutam com atenção, mesmo que sejam estranhas. É aqui que se encontram com ela, que conhecem mais um pouco de si e daqueles que decide que façam parte do seu caminho. É aqui que lança as amarras para o barco que a sereia leva, sempre a bom porto, mas sempre louca, pois só os loucos é que arriscam assim.

Este Vayorken é a minha música preferida, por me apresentar a Capicua tal como ela é, mas também por me rever nessa história que ela conta, quase a par e passo com a minha. Revejo-me muito naquilo que ela é e, até à semana passada, dançava esta música de olhos fechados, a cantar em voz alta. O vídeo que conheci preenche todas as medidas, inaugura todo um ciclo, não só daquilo que eu pensava que ela fosse, mas um bocadinho daquilo que vive também dentro de mim, da minha infância, do meu país encantado. Dos meus anos 80 para os vossos, façam-me o favor e vão dançando Vayorken pela semana fora. :)



P.S. Vejam o site dela com carinho e aproveitem para segui-la também pelo Facebook.

4 comentários:

  1. Não conhecia, mas fiquei com vontade de seguir o seu trabalho :)

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  2. A Vayorken é um vício!
    E o vídeo superou as expectativas, com a Ana da música realmente presente nas imagens. É ela mesma e nós gostamos dela assim :)

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  3. Combinação perfeita, música e vídeo. Adorei.

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  4. Também já ouvi a definição do seu mais recente trabalho um par de vezes e fez-me sentido. Pelo discurso tão coerente com que emoldura o seu trabalho. Já lhe ouvi grande parte dos temas. E esta ficou-me. No outro dia, quando vi o videoclip, pensei que para ser-se bom não é preciso ser-se a/o louco/a! Há sempre mais :)

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