17/06/2014

[UK Tour] Vamos a banhos?

Uma das minhas maiores surpresas nesta viagem foi Bath. Já estava à espera que fosse uma cidade bonita, pois, à semelhança de outros sítios que visitei em Abril, foi um lugar que já tinha visto na minha viagem por Inglaterra com os meus pais e amigos, quando tinha 16 anos.
No entanto, o tempo fez questão de me deixar apenas a memória que era um sítio bonito e de não saber explicar porquê. Assim, este dia de Abril foi tão especial que parecia saído de um filme e, por isso, posso garantir: Bath é mesmo um dos sítios mais bonitos que já vi.

Começámos o dia por sair de Bristol, a nossa última paragem e que faz parte das lembranças do coração, pelas histórias que criámos com a família que escolhemos. O dia estava finalmente solarengo e convidativo e toda a gente nos dizia que não podíamos perder a visita a Bath, que era um lugar especial, uma pérola em Inglaterra. A primeira vista da cidade enquanto encontrávamos lugar para estacionar deixou-nos com muita curiosidade e de água na boca, mas nada nos preparou para sermos arrebatados desta forma.


Depois de uma volta rápida e de vermos alguns artistas de rua, decidimos ir até aos banhos termais e muitos conhecidos pelas capacidades curativas, pois não se vai a Roma sem se ver o papa e a Bath sem experimentar as ditas águas milagrosas. Aqui me confesso: Bath é bem mais do que isto, já que a ideia que tive foi que era a coisa menos interessante a ser vista. Mas como queríamos aproveitar bem o tempo, lá demos o passeio prometido e resolvemos logo a questão.



Como disse, Bath é bem mais do que isto. Não digo que não devam visitar, só não sei é se é uma paragem absolutamente obrigatória, pois é caro e não reconheço o valor deste gasto. Mas referem que a água tem realmente propriedades milagrosas e, como tão bem dizem os galegos:

"yo no lo creo en brujas pero que las hay las hay"

Bath é, então, uma cidade imponente, com características romanas e imperiais, dando a nítida impressão que estamos na capital de Itália e não em Inglaterra. Temos aquela sensação que, de repente e sem darmos conta, mudámos de país. 


Depois disso, parámos para almoçar e descansar um pouco as pernas antes de seguirmos caminho para vermos o resto da cidade. Em Bath temos também tudo muito organizado e limpo, onde ficamos com a ideia clara que era uma estância termal dedicada aos ricos. É, sem dúvida nenhuma, um Património da Humanidade certeiro da parte da UNESCO e seguindo os Celtas, um lugar absolutamente sagrado. 




Uma das coisas mais interessantes no povo inglês, é que eles aproveitam os parques e cada gota de sol como se fosse a última. Assim, é frequente vermos as pessoas no parque, descansados da vida, a comer, a beber e a desfrutar de todos os momentos que podem. Neste dia, percebemos também que existem parques para todas as definições, não havendo separação nem discriminação de maneira nenhuma. Existem parques para crianças, para cães, proibidos à entrada de cães e até proibidos à entrada de crianças. E, se isto pode escandalizar algumas pessoas, já eu penso que os ingleses têm noções correctas do que é humano, já que põe "cada macaco no seu galho", mas não excluem ninguém.

[Podia entrar aqui numa discussão enorme sobre quem incomoda quem, mas garanto que os ingleses ganham. Eu gostava muito que a minha Badu tivesse parques onde pudesse ir, que eu pudesse largar-lhe a trela e nada de mal acontecer. É isso que acontece em Inglaterra e aqui temos as liberdades todas trocadas. E agora calo-me!]

Uma das imagens mais populares nos postais de Bath é exactamente esta ponte, a Pulteney Bridge, que é maravilhosa. Tem lojas a todo o comprimento e atravessa o rio Avon, que desce por umas escadas de água, ícones das fotografias de Bath.




Depois de vermos esta área, fomos até à parte mais alta da cidade, denominada por Royal Crescent, onde a arquitectura deste género atinge o seu máximo. Consiste na disposição das casas em C, num meio círculo perfeito e num exemplo da arquitectura georgiana, e que deram tecto a muitas personalidades notáveis, assim como se definem nas placas que exibem nas fachadas. É impressionante toda a organização deste sítio e a história que conseguimos captar de cada sítio especial.





Uma vez em Bath, consegui também tirar muitas fotografias a uma das minhas maiores paixões: portas. A porta da rua é a cara da casa que a limita, é a primeira coisa que observamos e adoro imaginar o que se passa lá dentro, as histórias que guarda e aquilo que esconde.



O Pedro pôde também dar asas à sua curiosidade e amor pelos carros antigos.

E Bath foi também o local que me puxou mais à criatividade e imaginação, com os recantos mais especiais duma cidade tão incrível como aquilo que me sugeriram.




Acho que pela quantidade de fotografias notou-se bem como eu gostei de aqui estar. [perdão pela seca]

Mas não é, de facto, um lugar mágico? 

1 comentário:

  1. Um sítio fabuloso e cheio de história. Adorei conhecer Bath. E em relação à organização de espaços em Inglaterra, também concordo contigo. :)

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