21/07/2014

#234 a #247

Desmotivada. É a palavra que mais define estes últimos dias de fotografias. Fico cansada, não consigo pensar em nada que seja interessante de se mostrar e faço batota, mostro fotografias antigas ou prefiro não revelar coisa nenhuma. Gosto de fotografias com histórias e nem todos os dias tenho histórias para contar, mas a minha crítica interna vem sempre com vontade de bater o pé e exige-me resultados. Mais recentemente percebi: às vezes, a melhor resposta é o silêncio.

#234 . Esquerdo

Fotografia com esta música acoplada, que diz tudo sobre o sentimento deste dia.

#235 . Bairro

No meu bairro favorito da minha cidade, esta é a fonte da minha curiosidade, uma casa que me enche de suspiros e vontade de conhecer por dentro, por saber que é um tesouro bem guardado no centro da cidade. Do que andei a pesquisar do assunto, apenas sei que foi uma fábrica e que estão a tentar recuperar e dar-lhe uma outra vida. Quem sabe não arrisco a tentar ir lá tirar umas fotografias antes?

#236 . Fresco

Com o calor a chegar (finalmente), não há nada melhor para refrescar do que uma sombra.

#237 . Passeio

Batota das grandes e repetição por aqui, mas estava sem ideias e, na dúvida, há que ir para os meus doces, os animais do meu coração. Assim, o Preto desejou a todos um bom passeio.

#238 . Quente

Atrasei-me no tema, nem preciso de repetir porque razão foi. No sábado passado foi dia de passeio da minha Badu, pelo dia quente que se fazia sentir.

#239 . 14h/Círculo

Dia de dois em um, com uma fotografia apresentada às 14h do relógio herdado pelo maridão, que era do avô dele e que, apesar de estar em mau estado, é maravilhoso. Fica a promessa que irei tomar conta dele.

#240 . No meio

No meio está a virtude, nos erros, a perfeição.

#241 . Coração

I. No coração da cidade e mesmo à frente de minha casa, existem tesouros atrás de muros, como esta casa que é uma das mais bonitas que já vi. E lentamente vou mostrando a minha paixão por detalhes de arquitectura, por portas diferentes, casas com história.

II. Tenho o coração na(s) mão(s).

#242 . Desarrumado

Uma das casas que, infelizmente, se apresentam na desarrumação do abandono.


A gata Olívia é da filha da rua, mas é tão meiga que dá vontade de a trazer e albergar. Vive no jardim do Breyner, um dos sítios que é como se fosse uma segunda casa e, com muita sorte, a Olívia tem o carinho da minha amiga Daniela, que trata os gatos da sua rua como se sempre tivessem sido do seu coração. E logo vemos que a Olívia não podia estar em nenhum lugar melhor.

#243. Agora

É uma fotografia que não retrata tanto o momento presente, pois não estava fisicamente no lugar que lhe dá espaço, na Lionesa. Mas a minha cabeça e o meu coração estavam.

#244 . (sem tema)

A ideia era de convidar as pessoas a virem ter connosco para a festa de aniversário do We Blog You, para não desmotivarem com o tempo que se ameaçava chuvoso. Prometer bolo conta?


Já no dia seguinte, eu a chamar a atenção dos convidados, para que se juntassem à nossa festa.

#245 . Família


É uma frase batida, mas, neste caso, é muito sentida. Os amigos são a família que se escolhe. Destes os 3 não há dúvidas, vieram para mudar a minha vida e ficaram para sempre. Parabéns We Blog You!

A surpresa do meu coração foi quando conheci pessoalmente (e finalmente!) o Tiago e a Daniela. Parece que já nos conhecemos há imenso tempo e que não há horas suficientes para matarmos as saudades. Em poucas palavras, foi como se concretizássemos uma amizade prometida e foi muito bom.

#246 . Vento


Ainda dos balões da festa e do vento que os levava para outras paragens, ao sabor da imaginação.

#247 . Aberto

Mais uma batota, desta vez das memórias parisienses e do carinho que se faz sentir nesta fotografia.

Não sei se a inspiração fotográfica voltou, mas sei que me sinto mais tranquila no caso dela demorar a aparecer. Tenho aquela vontade que me exige que esteja sempre presente, porque decidi fazer um projecto 365 e fotografar todos os dias durante um ano. A verdade é que nem sempre tenho disposição, nem sempre tenho coisas a dizer. Já falta pouco, sei que vou conseguir e simplesmente adoro o que o #desculpashámuitas me dá todos os dias, mas não quero que isto se torne uma obrigação chata de falar só por falar, de ser só porque sim. Acima de tudo, o importante é viver, sentir, fazer com todos os momentos contem, mesmo se não o mostre. E disso não me arrependo nada.

2 comentários:

  1. Eu, fã confesso dos pormenores que partilhas e das legendas que delineias com prosa apurada, não me canso de ver sempre mais. Por seu turno, não fujo um milímetro desse desaire, o gostar tanto de algo e, a dado momento, me cansar, não do projecto, mas da minha ausência de mensagem. Continuação. Sempre! Um beijo :)

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  2. Ora pois se o silêncio resulta nisto... que se faça silêncio muitas vezes :D

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