23/07/2014

A inspiração de Ruthie Lindsey

(primeira fotografia: Ruthie Lindsey press; restantes: Michaela Hamilton)

Aviso: este é também um post queixoso, que ainda assim decidi fazer para vos revelar um pouco de mim. Se vos incomodar a linguagem, queiram fazer o favor de mudar de canal.

Estou há umas semanas para falar neste assunto convosco, mas tenho mudado sempre de ideias porque odeio falar de coisas más e negativas, pois sinto que as atraio para mim. No entanto, numa altura em que me preparava para me isolar mais uma vez e esquecer-me do blog durante uns tempos para me organizar, a minha amiga Raquel mandou-me este vídeo e não podia deixar de o partilhar convosco, dar-lhe o meu significado e contar-vos mais um pouco sobre mim.

Para quem não sabe, tenho uma amiga muito querida que mora debaixo da minha pele e que se chama Artrite Psoriática. Já falei um pouco dela aqui, mas hoje dou-lhe todas as importâncias para que me conheçam melhor. Descobri que a tinha há um ano e meio, quando já não conseguia dormir com dores inexplicáveis nos braços e nas pernas, que me obrigavam a estar permanentemente com almofadas frescas e a diminuir a pressão que sentia nos ombros, nos cotovelos, nos pulsos, nos joelhos e nos tornozelos. Para vos explicar ainda melhor do que se trata, é como se tivesse as articulações a arder lentamente, a fazer pressão em ondas de dor, a apertar e a largar sem nunca haver alívio. É como se tivesse corrido meia maratona, mas as dores não são boas. É como se tivesse batido em algum lado, mas as pisaduras não se vêem, só se sentem. É como se tivesse partido alguma coisa e depois voltado a colocar no sítio. Vezes sem conta.

É uma doença chata, longa e (ainda me custa a dizer) para sempre. Tem um nome pomposo e é como se tivesse bichos a corroerem as minhas articulações. Determina-se como a forma do corpo reagir contra ele mesmo, como se se atacasse brutalmente. Nisso, resultam as dores e simplesmente não há nada a fazer a não ser aguentar. Claro que tomo medicação, mas a verdade é que ela pode resultar como, de repente, deixar de fazer efeito porque o corpo já sabe o que faz para lhe dar a volta. 

Há dores constantes e que se aprendem a suportar, por isso há dias (muito poucos) em que me esqueço que tenho esta amiga. O facto é que ultimamente tenho andado com muitas dores, o que me fez desabafar convosco. Estou a tomar uma medicação fortíssima que me deixa completamente arrasada aos domingos e segundas, em que o corpo está a reagir a uma bomba, por isso só consigo estar deitada ou encostada numa cadeira, sem grande concentração. A verdade é que não existem medicamentos milagrosos e, se num dia estou bem e feliz, no outro já não me consigo mexer. 

Não dá para fazer a vida de uma pessoa normal, para estar de pé demasiadas horas, sair para dançar, estar sentada muito tempo no mesmo sítio ou na mesma posição ou muitas outras coisas que fazem parte da vida normal de uma pessoa e que só sentimos falta quando elas deixam de existir. Fico inchada de dor, com manchas vermelhas nas articulações e parece que não me consigo mexer sem me sentir uma inválida. Tenho as costas presas, por isso custa-me a sentar, a levantar, a caminhar e sempre que ando mais um bocado, ouço as minhas ancas a fazer "clack". Mais recentemente, tive a grande novidade de ter dores nas articulações dos dedos, o que faz com que cada tarefa seja ainda mais dolorosa, com que dificilmente consiga sequer escrever, estar no computador ou fazer festas à Badu, mas o facto é que se estiver parada ainda me dói mais. Não me sinto normal e, por isso, é como se estivesse posta de lado, como se a vida se tivesse esquecido de mim. 

Confesso, estive muito tempo zangada, como se isso mudasse alguma coisa. Agora sei que não muda e que não vale a pena viver dessa maneira, como se todos me atacassem e eu precisasse de defender. Acima de tudo, é muito fácil sentir pena de mim, o pior sentimento de todos. Pena daquilo que passo todos os dias para sair da cama e aproveitar o sol, pena das dores que tenho quando tento fazer algo diferente, pena de todas as limitações que existem nesta doença. É fácil chorar sem ter fim. Aliás, mal escrevo estas linhas percebo a dificuldade que é em manter-me positiva e ser feliz nas coisas más, mas sou, sim. Escolhi ver as coisas duma outra perspectiva. Olhar com os meus olhos para os problemas dos outros faz-me sentir a minha existência com a maior das sortes e aproveitar cada dia como se fosse o último.


A verdade é que todos nós carregamos dores diferentes, sejam físicas ou não. Todos nós já tivemos algo que nos marcou permanentemente e que determina os passos que damos na vida. No passado, houve alguém que perdemos, algo que não soubemos agarrar, alguma coisa que nos deu a volta, que nos fez perceber a matéria que nos orienta. Inevitavelmente, a vida ensina-nos a perder. O segredo é saber lidar com isso, seguir com as perdas como aprendizagem, concentrarmo-nos nos ganhos, enfrentar os medos com segurança e não deixar que eles tomem conta de nós mesmos. Somos os nossos erros, mas, acima de tudo e de todos, a maneira como lidamos com eles. Somos as nossas virtudes.  

Sim, tenho uma amiga que se chama Artrite Psoriática. Ela trata-me mal, mas eu escolhi chamá-la de amiga, pois sei que juntas trabalharemos melhor. Sei que, ao tratá-la assim, não a vou deixar tomar conta de mim nem das minhas emoções. Sei que não devo lutar contra ela, pois não quero correr o risco de que ela me limite, por isso decidi dar-lhe a mão para que ela me ajude, me deixe ultrapassar mais obstáculos, me liberte para ver as coisas bonitas da vida. Sorrio para sentir sorrisos. E quando tenho um dia mau, permito-me viver esse dia, de pijama e em casa, fechada e sem conversas, até que tudo volte ao seu devido lugar. 

Não é fácil viver com a dor permanente, mas pior é quando me sinto sozinha. Não quero isso, pois vivo concentrada nos outros, só assim sei ser eu mesma. Por isso preciso de sair, de ver pessoas, de estar com os meus. É a minha forma de cura. Vejo-me exactamente como esta senhora, a Ruthie Lindsey, que foi capaz de dar a volta às coisas negativas que carregava e a seguir com as positivas, na busca eterna de beleza. Tenho fotografado mais, mesmo que não o mostre, e ando a aventurar-me mais nesse caminho. Tenho escrito muito, para contrariar a preguiça que quase me exige que não saia da cama. Quero crescer, ser melhor e mais produtiva. Assim como ela, ando a descobrir as coisas bonitas da minha vida, aquilo que sou capaz de fazer. 



Tenho a certeza de que não há dias perfeitos e que há dores que não passam, mas sei que existe muita gente que, mesmo sem saber, me inspira todos os dias a ser uma pessoa melhor. Observo a luta de todos os dias e acredito que aquilo que lentamente me mói, me fará mais forte. Sinto a minha existência como se fosse aquela regra dos panfletos dos aviões, em que antes de podermos ajudar as crianças temos de cuidar de nós mesmos. É assim que me respeito, pois só assim encontro a minha paz. É assim que vivo, um dia de cada vez.

P.S. Tenho dois pedidos para vocês. Em primeiro lugar, um pedido de desculpas a todos aqueles que me apanharam num dia mau, em que resmunguei muito e de forma até agressiva. Prometo que estou a tentar mudar isso em mim, a tentar ouvir-me antes de explodir para todos os lados. E, por último, peço-vos para que percam 40 minutos da vossa vida e vejam o vídeo desta senhora, que sabe explicar-se muito melhor do que eu, responde a muitas perguntas e ensina muito mais do que eu seria capaz. Vai valer a pena.

25 comentários:

  1. Que arrepio na espinha...
    Ainda não consegui ver o vídeo, mas vou reservar um tempinho ainda hoje para o fazer.
    Não te conheço "em pessoa", mas apetece-me dar-te um beijinho, um abraço, e os parabéns por essa atitude nada fácil de manter.
    Tenho também uma situação "para a vida".Não me causa dores físicas, o que faz com que seja mais fácil "esquecer-me" dela (nunca se esquece...), no entanto tudo ficou mais fácil quando decidi que não me iria deixar definir por isso.
    Quero que saibas que me tens inspirado muito nestes últimos tempos.
    E se hoje for um daqueles dias maus, espero que este comentário te provoque pelo menos um sorriso nos lábios!

    Um beijinho e, mais importante, um abraço,
    Ana Margarida Marques

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  2. Não quero usar do clichê de comentar aqui um - às melhoras - porque seria limitar o meu comentário aquilo que realmente desejo de coração, porém, iria negar e esquecer tudo o que li sobre ti, restringindo-me apenas à doença e esta, não te define. Não tenho confiança para te tratar por tu, mas aprendi convosco a trocar o você pelo tu quando sentimos afinidade e o teu texto é lindo.

    Não sei as dores que passa, mas gosto de ver a vida que há tem ti e a vontade de ser diferente, gosto sempre de ver fotos tuas e não encontrar uma pessoa vazia e séria. Vejo sempre uma pessoa a sorrir, talvez quando só tem vontade de chorar e a tentar dar o seu melhor ao mundo, porque de males já está ele cheio.

    O teu desabafo na verdade para mim é um ato de coragem, onde consegues ultrapassar o incómodo e dizes para ti mesma - se não posso vencer-te, tenho ao menos de aprender a "viver" contigo - e a isso, dou os meus sinceros parabéns pois não é fácil abstrair-se ou pelo menos tentar, de algo profundamente incómodo e triste em prol de oferecer aos outros o seu melhor sorriso, afinal por dentro, a Raquel, entre a dor e a alegria escolhe sempre a segunda opção. E ainda bem que nem considera a primeira como tal.

    Um grande beijo e desculpe o testamento.

    Com carinho,

    Clênia Daniel.

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  3. Olá Raquel!

    Ainda não vi o vídeo mas li cada palavra tua. Vou vê-lo mais logo, quando estiver sossegada em casa.

    Eu própria por estes dias vi um filme ("Eu Maior")que achei inspirador e me ajudou a perceber um pouco melhor uma fase pela qual também estou a passar. Esta coisa de estar vivo às vezes não é fácil, mas vale a pena o esforço de tentar fazer da vida qualquer coisa boa.

    Fica aqui o link, se quiseres ver. Acho que te fará bem. A mim deu-me ânimo. Falo um pouco sobre as reflexões que me trouxe no link que te envio. Aí podes encontrar o filme também.

    O que te peço para o veres é um pouco mais de 40 minutos... uma hora e meia! Eu acho que vale a pena :)

    http://maletasemnome.blogspot.pt/2014/07/a-complexa-simplicidade-da-vida.html

    Beijo.

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  4. Obrigada minha querida. Saber que existem pessoas desse lado que me dão abraços desses é a única coisa que preciso para passar os maus momentos. :)*

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  5. Que coisas bonitas que me deram!

    Clênia: obrigada! Não, a doença não me define, mas ignorar que ela existe é esquecer-me de mim. Bonito testamento esse, em que me tratas por tu :) E um beijinho com um sorriso enorme!

    A Maleta: vou ver, sem dúvida nenhuma. A complexidade da vida é uma chatice necessária, mas ensina-nos a dar valor àquilo que temos e sentimos. É assim que eu vejo a vida da Ruthie e a minha. Um beijinho :)

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  6. Um beijinho grande Raquel.
    És forte e corajosa, este texto mostra-o bem.

    *

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  7. Olá, querida.
    Antes demais nada um "BOLAS!", assim, à moda do Norte, do nosso Porto. Podia ser outra palavra, mas seria muito feia para um espaço que é sempre tão bonito.
    Não sei o que dizer... Sei que todos temos dias maus e, estando eu num deles, entendo perfeitamente.
    Não a dor, essa relativizou a minha, uma dorzinha chata, mas insignificante.
    És grande, és linda e és inspiradora (desculpa o "Tu", mas hoje faz-me sentido usá-lo.)
    Continua assim, enxota os dias maus e venham os bons.
    Um beijinho grande e um abraço apertado,
    Catarina Andrade (fã recente mas incondicional)

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  8. Su, minha doce Su. Obrigada*

    Catarina, chama-me sempre TU! :) Venham as palavras feias e enormes, que elas também fazem parte de nós. Um beijo enorme :) *

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  9. agora queria dar-te um abraço bem forte! és linda. mesmo desabafando as tuas palavras fazem sempre pensar em mim, na minha vida e como estou a agir perante certas coisas.

    a sério, és linda!

    beijo carregadinho de saudades <3

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  10. Raquel…escrever assim, torna tudo muito impessoal, mas tu transformas a escrita em palavras que nos entram no ouvido! Gosto muito de ter "ler", tens doçura nas palavras, consegues transmitir sentimentos, e chegar a mensagem. Gostava eu de o conseguir com essa facilidade…
    Mas, hoje, "leio-te" e sinto uma lágrima, apenas uma, porque o que está debaixo da lágrima é tão forte que a faz secar em pouco tempo.
    Existe momentos que todos vamos abaixo, por tantas razões, que só nós sabemos. São apenas momentos, que passam, como tudo passa na nossa vida, e nós conseguimos aprender, ser mais fortes, e continuar.
    Vou só falar um "cadinho" de mim…pouco, porque és tu que interessas neste momento! É a ti que devemos todos/as dar um abraço forte!
    Quero-te dizer que desde os 34 anos, (tenho 40), entrei na menopausa, devido a histerectomia total, e desde essa altura, que as dores articulares e a fadiga, são uma constante no meu dia a dia. Não é tão grave como o que sentes, mas quero apenas dizer-te que percebo o que sentes, os dias menos bons, são aqueles que temos que ser fortes, e tu Raquel, mesmo não te conhecendo pessoalmente, eu sei que és! ;) Portanto, nesses dias…fazes o favor de sorrir e ter paciência, porque o outro dia a seguir, já é tão bom…que esquecemos tudo o resto!
    Não me estendo mais, quero apenas dizer-te: Força! Nós estamos deste lado a olhar por ti e para ti, porque tu me inspiras e a malta quer ver fotos, e ler-te muito!
    (ainda não comprei o 12 :))) falta de $$, mas quando estiver mais desafogada aviso-te e envias-me, estou super curiosa em ler o teu 12)
    Beijão Grande

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  11. Minha Joana: quem diz é quem é! Linda linda linda! Estou à tua espera para te tirar muitas muitas fotos*

    Xana: Obrigada pela tua resposta e testemunho tão sinceros. Não estou feliz por alguém ter um dilema desse lado, mas é reconfortante saber que desse lado me sentem, me respeitam e sonham comigo. Estes tempos não são fáceis, mas tudo se ultrapassa, eu sei! E mais do lutar, é preciso saber aguentar tudo, levar as derrotas e concretizar os sonhos. Obrigada pela força e pelo carinho*

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  12. Primeiro quero dar-te os Parabéns pela maneira como reages e encaras as coisas menos boas. Tiro-te o chapéu perante aquilo que consegues fazer e como consegues reagir. Admiro muito essa tua coragem e determinação. És uma inspiração. Desejo-te as melhoras e mais dias bons do que menos bons. Bjs

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  13. Como sempre tive boa saude nunca lhe dei o devudo valor, mas ha uns meses quando tive gripe apercebi me o quanto limitou a minha vida pois tinha aquekes 4 dias para estar com os amigos que nao via ha tanto tempo e ao inves disso nao me conseguia mexer numa cama. Agora sinto me grata por ter esta saude de ferro e so torco para q assim continue.

    Quanto "a tua amiga" percebo que seja cronico e que ja consiguiste passar a fase do tenho de viver com isto de qql das formas por isso vou continuar a tentar ser feliz, o que ja e um grande avanco e so mostra que es bastante positiva e forte. Ja tentaste recorrer a medicina alternativa como acunpultura e similares? Uma limpeza energetica? E so uma ideia...

    forca nessa caminhada!

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  14. Lígia: Obrigada :) *

    Marta: Sim, a minha tia pratica acupunctura e o meu pai é médico e também faz terapias alternativas, por isso estou bem encaminhada. :) Um beijinho*

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  15. Raquel, viver com uma doença crónica é sermos super heróis para nós próprios. É chegar ao fim de um festival de música e bater palmas, é dormir oito horas seguidas sem interrupções e bater palmas, é sair para um piquenique e bater palmas. Batemos palmas a nós mesmos porque somos super heróis. Porque o que todos fazem com facilidade, nós fazemos com o dobro do esforço. Às vezes o triplo. A dor que não nos larga, a cabeça que não pára e o corpo que não descansa. E é tb por isso que nos momentos de paz pedimos baixinho para que seja sempre assim. E que os dias bons são celebrados ao máximo. As nossas gargalhadas têm o dobro da felicidade das dos outros. Por isso ri muito, ri sempre que consigas, a nossa felicidade é muito mais feliz :)

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  16. Querida Raquel, obrigada por abrires o teu coração assim, dessa forma tão... 100%. Colocaste as tuas dores numa perspectiva que, realmente, abre horizontes. Desejo que os teus caminhos sejam de paz, muito amor e muitas vitórias, sempre! <3
    O vídeo é maravilhoso e uma inspiração. Guardei essa história na cabeça, um exemplo muito bonito e luminoso!
    <3 <3 <3

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  17. A mim, da forma mais sincera, importa-me o teu discurso e a tua acção. Mais ainda, a tua reacção. Valorizo a tua postura, mas sou incapaz de desvalorizar os efeitos de uma doença. Tens perfeita noção da sua existência, da forma mais amarga, mas definiste uma resposta. Em momento algum, consigo dizer, quando não estou na mesma situação, que entendo. Posso, contudo, transferir todas as sensações que me passaste neste texto, para outras valências da minha vida.
    Obrigado pela partilha, pelas palavras tão alinhavadas com a tua postura, que já vamos conhecendo. Sinceramente, mais do que a doença, ficou-me a tua forma tão real de conviver com ela. Agora, é seguir caminho, o mais inspirado possível. Um beijo grande, Raquel :)

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  18. Olá Raquel.
    Eu também tenho uma doença crónica, mas felizmente não tenho dores, mas agora parece que passou para outro órgão, esse sim muito mais "chato".
    Obrigada pela tua força, para tua escrita bonita e tocante, deves ser sem dúvida uma pessoa especial e tocada pelo dom da sensibilidade.
    Acho que com essa disposição a a forma como tratas a tua "amiga", ela até fique com vergonha de aparecer tão agressiva :)
    Parabéns pela mulher que és. Um xi apertado

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  19. Senti um aperto ao ler este post... Mas também, por saber que és uma força da natureza, sei que vais acompanhar essa tua amiga, sem deixar, nunca, que ela domine a tua vida! :)

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  20. Não tens de pedir desculpa querida, tal como demonstras as coisas boas que te rodeiam, é corajoso da tua parte mostrares as menos boas. E a minha admiração por ti aumenta a cada dia, porque apesar dessas amizades que te consomem por vezes a vontade de te levantares da cama, a alegria e força que transmites é única. :) E isso não é fácil, há quem opte por se queixar e vitimizar, mas tu não queres ir abaixo, porque tens pessoas e momentos maravilhosos a acontecerem à tua volta, e tu sabes disso e que são merecidos!

    Que essa força de viver esteja sempre desse lado, e tu nos continues a preencher o dia com as tuas fotografias e palavras tão bonitas, estou muito ansiosa por te conhecer, querida Raquel. <3

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  21. São tantas pessoas bonitas a comentar aqui, principalmente num post tão pessoal, que é impossível deixar-vos sem respostas. A todas, o meu muito obrigada por continuarem desse lado!

    Joana: é mesmo esse bater palmas que preciso, como se sentisse que tenho de celebrar mais a pessoa que sou. Obrigada por me lembrares sempre do meu sorriso :)

    Ana Safú: a Ruthie tem mesmo uma história bonita e luminosa, de verdade. Representa tudo aquilo que eu um dia gostava de mostrar às pessoas. :)

    Real: é nesta maneira real de viver a vida que vivo também a doença que me acompanha. Não sei ser de outra forma, porque ela insiste em lembrar-me todos os dias da sua presença e exigir atenção. Por isso desejo que os sorrisos sejam com a mesma intensidade. Obrigada pela companhia sempre tão atenta e pelas palavras sempre tão cuidadas :)

    Marta: o teu carinho faz-me crer que também és uma pessoa especial. Obrigada*

    Melody: ultimamente tenho ouvido mais vezes essa expressão, que sou "uma força da Natureza". Não sei se sou isso tudo, mas sei que acredito que as coisas más me fazem ver as coisas boas com outra intensidade. É essa a minha mais valia e aquilo que levo nos momentos maus. Obrigada por tudo, minha querida :)

    Catarina: não consigo ser vítima de algo que não acredito que me ataque. Prefiro ver isto como uma amizade, para sentir que trabalhamos em conjunto, porque sei que ao reagir agressivamente tenho a resposta no corpo, sentida, dura e difícil. Para facilitar, escolhi ver a vida de uma maneira um pouco mais real, mais optimista e feliz. Não é uma luta, é um sorriso que se aguenta e permanece. E sei que também vês a vida assim, por isso também estou ansiosa por te conhecer, está mesmo quase! :)

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  22. A dor crónica consegue abalar qualquer pessoa. Não mata mas mói, muito. Desejo tudo de bom.

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  23. Olá Raquel
    eu tenho uma amiga com artrite reumatoide e acho que ela é tal como tu uma força da natureza, pela força de vontade de viver e pela alegria que partilham com os outros.
    beijinho

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  24. Raquel,

    eu tenho a mania de tratar (quase) toda a gente por tu, desculpa-me, desde já, até porque ainda agora cheguei e nem nos conhecemos...

    Estava a adorar ler-te e, bum, dei com este post.

    A Ruthie é uma pessoa linda e encheu-me os olhos de lágrimas e o coração de amor.

    Tu, Raquel, és uma pessoa linda, uma mulher corajosa, fantástica e eu estou cheia de admiração, respeito e amor por ti.

    Como sou de abraços, estou a dar-te um agora bem apertadinho, coração com coração.

    Obrigada!
    Ema

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  25. Vai com um atraso descomunal mas na sexta-feira passada consegui finalmente ver o filme da Ruthie. De facto, um exemplo positivo. Que vida, que forma de lidar com as adversidades e que maneira incrível de superar as fases menos positivas e as fraquezas do corpo, que conseguem ser tão debilitantes.

    De facto quando não estamos bem temos duas hipóteses (e foi isso que me marcou mais em tudo o que ela disse): ou sofremos e fazemos qualquer coisa para superar, ou sofremos e ficamos deitados a sentir pena de nós mesmos a vida toda. Espero que tu consigas sempre optar pela primeira hipótese! Eu também me esforço por isso.

    Força e bjoka.

    Vânia - Maleta :)

    P.S. Por estes dias mando-te e-mail com fotos do 12 na praia :D ele tem andado a divertir-se à grande e eu também ao lê-lo! Muito giras as histórias.

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