30/07/2014

o 12 vai a Braga

Mais de dois meses depois do lançamento oficial do livro aqui no Porto, achei que fazia sentido ingressar pelos caminhos nortenhos que tanto fazem parte da pessoa que sou.

Não é segredo para ninguém que gosto muito de mulheres fortes, com garra, altivas, distintas, sem papas na língua. Gosto de ensinamentos como palavras robustas, de mulheres que vistam a certeza com o orgulho no peito. Gosto de mulheres duras, resistentes, resilientes, que saibam dar sempre a volta por cima e mostrar a fibra de que são feitas. Por isso gosto muito de ser uma mulher do Norte, mesmo que diga as coisas sem filtros, pois é nessa intensidade que as sinto. Não sei ser cinzenta, porque cá no Norte só se vive em preto ou branco. Essa é a razão pela qual quando me dizem que tenho muita coragem e determinação, encho o peito e uso um sorriso.

A minha Eunice era assim. Apesar de ter vindo do Brasil, a minha bisavó tinha esta garra que eu defino como importante para mim e transmitiu-me isso para a vida, ditou-me os passos e ensinou-me a ser. Uma verdadeira mulher do Norte. Por isso mesmo, queria ir a Braga e falar de mim mais a norte do país. Embora tenha sido difícil de encontrar um sítio que me fosse confortável, é com o maior orgulho que vou até ao Mercado da Saudade no sábado. É um lugar com um nome bonito e com um ambiente que me agasalha, por ser criativo, inovador e sincero nos sentidos. E é a minha Eunice que veste o cartaz:


No sábado quero sentir-me em família e levo o Fred comigo, para falarmos do 12 para quem nos quiser encontrar, às 19h, para um copo de vinho e uma conversa do coração. Quero contar-vos algumas histórias que residem por detrás daquilo que escrevi, fazer-vos sonhar comigo. Para isso, basta acederem ao evento que está no Facebook para garantirem que não faltam ou ao site do Mercado da Saudade para não se perderem. Venham ter connosco!

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