25/08/2014

Eu apoio a MICAR

Desse lado já devem ter percebido que sou uma pessoa que gosta de se focar naquilo que existe de positivo em cada um de nós. Prefiro as alegrias, as gargalhadas, os momentos bons, os sorrisos e a sinceridade que habita os corações daqueles que me rodeiam. No entanto, não ignoro que existem coisas más no Mundo, porque isso não seria só ignorância, mas uma tremenda hipocrisia.

"O maior cego é aquele que não quer ver"

É certo que existem muitas ideologias negativas, mas, se há coisa que me entristece, é o Racismo. Não consigo perceber as percepções sociais que se baseiam pelas características puramente biológicas, como a cor da pele, dos olhos, a altura, as crenças ou os costumes. Não consigo entender as preferências que se centram nas raças, nem concebo a ideia de que alguém se acha superior por ser distinto. Para mim não dá. Não percebo como é que alguém consegue odiar de forma tão ignóbil, o que motiva alguém a detestar e isolar uma outra pessoa, só pela pele que a veste.

Não entendo os estereótipos sociais e raciais. Gosto de pensar que vejo o melhor que os outros têm, mas que eles também o mostram a quem quiser ver e essa foi a razão pela qual escolhi a psicologia como objecto de estudo. Vejo as pessoas, conheço as suas histórias e sei o que há por detrás delas, o que cada uma tem de bom. Não consigo perceber a maldade sem fundamentação, só centrada em algo que não tem razão de ser. E, por isso, descarto o Racismo e dói-me só por pensar que existem pessoas capazes de se deixarem levar por estes estereótipos e preconceitos.


Em Portugal, o SOS Racismo é a associação que se refere a estas questões, que defende algo que deveria ser uma preocupação de todos nós. De 17 a 19 de Outubro, o SOS Racismo, em parceria com a Fare Network e com o apoio da Câmara Municipal do Porto, organiza a 1ª Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista (MICAR), que decorrerá no Pequeno Auditório do Teatro Rivoli. Criaram a oportunidade para sensibilizar outras pessoas, para criar outras oportunidades e fazer história com algo diferente, mas, para isso, precisam da contribuição de todos os que puderem e quiserem acreditar com eles. Para isso, elaboraram uma campanha de crowdfunding, algo que podem ver aqui, para que todos nós possamos ajudar e apoiar.

Eu apoio a MICAR. E vocês?

P.S. Há mais de um ano entrevistei a Joana, cara do Projecto Catapulta e uma das representantes do SOS Racismo em Portugal, mais especialmente no Porto. Vejam tudo aqui.

1 comentário:

  1. A minha dissertação de mestrado andou à volta das questões da etnicidade e descriminação racial... estudei um bairro que tem ciganos, mais precisamente um grupo de jovens ciganos que fazem teatro do oprimido. Essas temáticas interessam-me bastante. Fiquei curiosa com a MICR.

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