31/03/2015

[San Francisco] aquilo que se vê nos sonhos

Começo este post com um aviso: assentem bem os pés no chão, agarrem-se à cadeira onde estão sentados e preparem-se para suspirar. É que o que vos vou mostrar é a matéria na qual os sonhos são feitos.

O segundo dia começou cheio de vontade de nos surpreender. Não achei que íamos ter pernas para ver tanta coisa num só dia, mas a verdade é que era tudo tão bonito que não conseguimos não seguir os planos iniciais e, por isso, acabámos por andar quilómetros e correr grande parte da cidade.

Uma das coisas que mais queria ver era a ponte que me enchia a curiosidade, a minha imagem de San Francisco. Sempre que vou viajar, faço uma lista mental das coisas que quero fazer e visitar, mas também das fotografias que imagino que vou captar. Eu sei, é estranho e a verdade é que não descanso enquanto não as fizer, enquanto não reproduzir aquilo que pensei. Tinha muitas fotografias imaginadas para San Francisco, não fosse este um dos destinos mais desejados cá por casa. E a ponte vermelha no meio daquele mar e com as nuvens pintadas no céu era uma delas.



Aproveitámos que estávamos ali perto e decidimos ir ao Palace of Fine Arts, uma estrutura que, à semelhança de muitos outros edifícios na cidade, foi construída em 1915 para a Panama-Pacific International Exposition, uma espécie de Expo 1915. Tínhamos lido algures que, para além de ter mostras de arte de tempos a tempos, é também um dos destinos mais românticos de San Francisco e, por isso, é um dos sítios preferidos para os casamentos e respectivas fotografias desses eventos.



Antes que comecem a rogar-me pragas pelos sítios tão bonitos que vimos, deixem-me dizer-vos: San Francisco é tão bonito quanto caro. Não são só as rendas exorbitantes, mas é também a comida que nunca fica abaixo dos $10 (mesmo a fast food, que era normalmente mais barata) ou a bebida, que em qualquer lado é um abuso. Por isso mesmo, sabíamos perfeitamente que íamos ter de perder o amor ao dinheiro e, ao mesmo tempo, que tínhamos de planear antecipadamente os sítios para almoçar e jantar para não gastar demasiado.

Desta forma, todos os passeios que dávamos eram milimetricamente estruturados para que, nas alturas de maior fome, soubéssemos onde ir. Foi assim que escolhemos a zona da Marina para almoçar, pois sabíamos que tinha vários sítios onde podíamos comer bem e barato. E foi assim também que nos perdemos de amor por lugares muito bonitos para ver e fotografar.




Depois do almoço e de passearmos um pouco pela zona da Marina, fomos até Pacific Heights, um dos topos da cidade. Lá em cima, conseguíamos ver todas as ruas que subiam e desciam como montanhas russas, até perder de vista.



Esta foi a zona em que me apaixonei pelas cores das casas e lojas, pelo ambiente bonito que me fez sentir em casa. E, por isso, ficou-me gravada na memória como a zona onde, se pudesse escolher, gostaria de viver um dia. [posso sonhar muito alto?]





Já a meio da tarde, mas ainda com tempo para passear, achámos por bem descer a Fillmore Street, uma daquelas que é conhecida pelo seu declive, mas também pelas suas vistas bonitas. Foi este o caminho que senti que fazia não como se fosse a primeira vez, mas como se tivesse voltado a fazê-lo. É difícil de explicar por palavras, mas é com um sorriso que revejo estas fotos, num sítio onde me senti novamente em casa.


Depois, queríamos ir ver as Painted Ladies, um outro símbolo desta cidade e que se refere a algumas casas victorianas pintadas de cores diferente, para realçar e embelezar estes exemplos de arquitectura americana.

Vistas as casas bonitas e coloridas em Alamo Square, sabíamos estar já perto do nosso hotel, por isso descemos a pé para aproveitar o final de tarde em Hayes Valley, uma zona que também tínhamos ouvido falar muito bem. Assim nos deliciámos com todas as casas bonitas, cafés simpáticos e pessoas sorridentes, banhadas pela luz dourada do fim do dia. E suspirámos mais uma vez.



Este foi o nosso segundo dia por San Francisco. Mesmo que não me tenha conseguido explicar muito bem e as palavras me tenham fugido ao tentar descrever estes lugares, sei que estas imagens dizem tudo. E, com toda a sinceridade, voltava sem hesitar.

P.S. Desculpem-me por ainda não ter colocado a escrita em dia nas Desculpas para Escrever, mas a verdade é que vim cheia de vontade de voltar ao meu livro e aos projectos que, para já, ainda não posso mostrar por aqui. Por isso, até ter tempo e dedicação a dar aqui a este meu blog, vou continuar apenas com as fotografias desta viagem que me encheu os suspiros. E para a semana há mais San Francisco. :)

6 comentários:

  1. Que lindo Filhota. :) Parabéns!
    Através desta fantástica descrição viajei contigo até S. Francisco .
    Fico muito contente e feliz por teres conseguido alcançar este teu sonho. Tu mereces... és o meu tesouro e aqui vai também um abraço ao Pedro por te fazer tão feliz

    ResponderEliminar
  2. Muito bonito. E é tão bom partilhar tudo contigo. Obrigado.

    ResponderEliminar
  3. adorei as fotografias, como é óbvio! faz lembrar os filmes e estou perdidamente apaixonada pelas cores. Quero muito visitar SF também :) <3

    ResponderEliminar
  4. belas fotos. fizeste-me recordar 3 belos dias que aí passei, ainda no milénio anterior ;)
    espero que tenhas ido à chinatown e andado naqueles eléctricos com uma parte aberta.

    ResponderEliminar
  5. E incrivel, mesmo ja ter explorado duas vezes diferentes san francisco ai da ha tanta mas tanta coisa para contemplar. Gostei muito das tuas e sim, posso viver numa dessas casas vitorianas, tipo ja?

    ResponderEliminar