25/03/2015

[San Francisco] o primeiro dia (ou uma canção do Sérgio Godinho)

Quem me conhece sabe o quanto estava ansiosa por fazer esta viagem. San Francisco era um dos sítios que mais tinha curiosidade em conhecer, um daqueles que me enchia os sonhos e todos os suspiros. Mas ficava lá longe, tão distante que quase parecia impossível alguma vez ter dinheiro para lá chegar. Num misto de loucura e duma vontade enorme de ir, de sair dos dias que me prendiam aqui, decidimos planear bem a nossa viagem e, nas prestações, arriscámos e fomos. E não podia ter sido melhor.
Confesso: estava mesmo a precisar. Sei que foi um capricho nosso, mas viajar é como se fosse a nossa terapia, algo que não queremos abdicar, seja o que for. Sei também que causei muitos suspiros com aquilo que mostrei pelo Instagram, mas também alguma inveja saudável e outras dores de cotovelo, a pior de todas as dores. 

Mas os últimos dias antes de ir foram intensos, com muitas corridas para trabalhos, uma doença grave no seio familiar que me ocupou os pensamentos e preocupações, uma conquista final que me soube a pouco (consegui tirar a carta de condução e hei-de falar nisso por aqui), entre outros pedidos para que fizesse coisas inusitadas ("és tão criativa, tens tanto tempo livre!"). A verdade é que eu não sei dizer que não e, pela primeira vez em muito tempo, senti a necessidade imperativa de desligar

Assim começou a nossa aventura, numa viagem que demorou mais de 24 horas a ser concluída. A nossa primeira preocupação foi o jet lag e os efeitos que poderia provocar numa viagem que passámos algum tempo a planear, para que tudo corresse bem. Sabíamos que o mais difícil seria "andar para trás" nas horas e o facto de estarmos numa cidade com 8 horas de diferença de Portugal, iria deixar-nos com os relógios todos trocados. Por isso mesmo, decidimos fazer a viagem maior logo no início, para que o corpo se habituasse ao seu próprio ritmo e para que a mudança fizesse sentido, sem se sentir muito. 

Por outro lado, tivemos a sorte de apanhar a mudança horária nos EUA, o que nos permitiu estar apenas a 7 horas de Portugal e coordenar melhor (ou não?) os nossos tempos. Ainda assim, muitas foram as vezes que pus fotos à 1h30 da manhã, sem me aperceber, já que eram apenas 18h30 por aqueles lados. E só houve um dia que não acordei às 6h, pronta para ir passear. Ora, San Francisco é uma cidade que se deita tarde e que, por isso não se levanta tão cedo. Podem ver um dos meus problemas. 



No entanto, neste primeiro dia demo-nos ao luxo de dormir até não conseguirmos mais, que a longa viagem assim o exigia. Para além disso, os planos para esse domingo eram para levar o dia com calma, ir passear até ao parque e visitar o California Academy of Sciences, um dos sítios que nos tinham dito para não perdermos. E assim fomos, com o cuidado de ver tudo o que nos rodeava pelo caminho, incluindo as inúmeras casas e pormenores bonitos que já iam aparecendo à frente dos nossos olhos.


Apesar de não sermos pessoas de museus, foram tantas as pessoas que reforçaram que devíamos ir lá, que achámos que não podíamos perder. E ainda bem que lá fomos naquele domingo em que o tempo andava devagar, pois rapidamente entrámos num outro Mundo, no contacto imperativo com a selva que nos rodeava. Para quem não o conhece, o California Academy of Sciences é um Aquário, um Planetário e um museu de História Natural num só lugar. Começámos a nossa visita logo pela floresta tropical, que subia em espiral entre 4 andares de flora e fauna tão características como únicas, e borboletas que voavam alegremente com quem passeava por lá.




Depois, descemos até aos aquários, onde o silêncio é mais bonito. Visitámos os recifes de corais e os seus habitantes, mas também conhecemos Claude, o crocodilo albino que impõe respeito, enquanto vive nas profundezas do pântano que representam por ali.



Foi uma tarde bem passada calmamente, a desfrutar de cada momento. Já quando o sol ameaçava abandonar-nos, fomos espreitar o jardim japonês que, como exigia o pagamento duma entrada e estava carregado de gente, nos deliciámos só a espreitar pelas pessoas.



E acabámos o dia a atravessar o parque, com o sol a despedir-se de nós pelas árvores e enquanto regressávamos ao nosso hotel para recuperar um pouco mais das nossas forças.


Foi o dia ideal para começar esta nossa aventura. Em breve trago-vos mais detalhes por aqui. :)

4 comentários:

  1. Oh que fotografias bonitas! Fiquem com mais vontade ainda de conhecer a América do Sul :) Antigamente confesso que não era coisa que me chamasse à atenção e creio até que embirrava com essa terra, mas agora é mesmo um sonho poder visitar San Francisco, New York, New Orleans e até mesmo o Alaska!
    A arquitectura desses prédios é o que mais me traz curiosidade :) Ansiosa por ver o resto!

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  2. estou apaixonada por estas cores! quero ver mais! <3

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  3. Pelo que já conhecemos da tua qualidade no que respeita à fotografia, num lugar como San Francisco, não podíamos esperar menos. Arrisco-me a repetir-me sem fim, mas as fotografias estão qualquer coisa de especial. E, por isso, ilustram numa perfeita sintonia as tuas palavras. Que bom viajar sem sair daqui.
    Obrigado, Raquel. Pela partilha e detalhes.
    Fico à espera do que se segue.
    Um beijo :)

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