21/05/2015

Um ano de 12

[para aqueles que não estão convencidos ainda que o 12 pode mudar a vossa vida, vejam o ar do Doug nas fotografias de hoje. pois é.]

No próximo domingo faz exactamente um ano que o 12 nasceu. Eu costumo dizer que sou uma pessoa saudosista, mas acho que neste caso tenho razão para o ser.

Há um ano atrás, estava receosa pelos tempos que se seguiam. Tinha medo de falhar, que ninguém gostasse daquilo que eu tinha escrito, tinha medo de dar um passo maior que as minhas pernas e de desiludir todos aqueles que confiavam em mim e naquilo que era capaz de mostrar. Houve alturas em que pensei que estava louca, pois no silêncio ouvia palavras sobre mim e que me diziam que era demente em continuar pelos meus sonhos.

[sim, sou eu e um livro fixe. get over it.]

Não desisti. Muitas foram as vezes em que quis fugir para uma toca e deixar de dar notícias, mesmo ao longo deste ano. Foi uma exposição muito grande de mim mesma e do meu trabalho, pois penso que no 12 revelei muito sobre mim mesma, sobre o meu mundo e aquilo que tinha feito a pessoa que eu sou. Agora que olho para trás, penso na enorme loucura que fiz, ao contar tanto sobre mim... Mas compreendo também o medo que tinha, a responsabilidade que caía nos meus ombros, o receio de que alguém não gostasse daquilo que havia escrito, não gostasse de mim.


[como assim "ainda não tenho o 12?"]

Tive sorte: todos gostaram muito (ou não tiveram coragem para me dizer que não haviam gostado) e, por isso, foi um caminho muito bom. Durante este ano, fiz o lançamento aqui no Porto carregado de sorrisos e de orgulho da família e amigos mais chegados, fui a Lisboa e enchi a Livraria Ler Devagar de pessoas bonitas (conhecidas ou não), falei do meu sorriso inteiro, mostrei como #12éamor, ofereci uma almofada para acompanhar o 12, conquistei um espaço no coração de Braga, falei deste caminho na eterna cidade dos estudantes, Coimbra e, no Natal, levei o 12 até ao Bazar dos Doze, na Cru.

Mas houve mais conquistas e, durante este ano, o 12 quebrou todas as barreiras, saiu de Portugal, viajou por muitos países, atravessou o Oceano Atlântico e esteve em sítios muito bonitos por esse mundo afora. [para verem até onde é que ele andou, visitem o hashtag #12éamor, pelo facebook e pelo instagram]

[se eu fizer um ar queridinho, compras?]

Os anos de cantora fizeram-me deixar de ter medo de pisar um palco, mas o facto de falar sobre algo tão pessoal para mim fez-me vacilar um pouco. No entanto, havia sempre uma coisa que me fazia ter a certeza de que estava no lugar certo: os vossos sorrisos embaciados. É como aquela história da fotógrafa que gostava de captar sempre o ar do noivo nos casamentos, pois era ele que revelava o olhar mais puro e sincero, a determinação, segurança e doçura de quem salta no escuro, com a certeza que não podia ser com outra pessoa. Do lado de cá, o que recordarei sempre é esse olhar que vocês me transmitiram, de orgulho, de força, de respeito e de muito carinho.


[está bom assim? então vai lá.]

Obrigada, de verdade. A todos aqueles que encontrei pelo caminho e àqueles que me souberam sempre dar um abraço amigo, mesmo sem me tocar. Obrigada por me garantirem que não havia outro sítio onde quisesse estar. Obrigada por me darem força para agora dizer com muito orgulho que sou escritora, e ficar toda babada quando me dizem que gostam muito das minhas histórias. Ainda me surpreendo com todos aqueles que me lêem, tanto no 12 como por aqui, mas é ainda como a primeira vez que o soube: um frio na barriga, uma certeza no coração.

[já me posso ir embora? a publicidade cansa-me e ninguém me paga para isto]

- informação comercial -
Por tudo isto, decidi fazer um mega desconto para aqueles que ainda não têm o meu 12 e que gostariam de o ver. Até à próxima segunda-feira, têm a oportunidade de ter o 12 em vossa casa por 10€, com os portes incluídos. Para isso, só precisam de me mandar um email para raquel.caldevilla@gmail.com e saber como ter o 12 em vossa casa. Se ainda não estão convencidos, o Doug convence-vos num instante.

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