02/06/2015

[NY] a cidade que as canções ditam

São muitas as músicas que contam a história de NY. De certeza que já ouviram os clássicos de Billy Joel e Frank Sinatra, ou as mais recentes notas de Alicia Keys. Porém, em todas as canções sobre esta cidade traduzem um só princípio: é mais do que um sítio, é uma maneira de viver, é um estado de espírito. E hoje, convido-vos a caminhar por NY com música.

(take the A train)

Esta era a música com a qual começávamos todas as manhãs, pois era o metro que apanhávamos desde Brooklyn, onde estávamos alojados, para vir até Manhattan, o centro da acção da cidade. Depois da viagem obrigatória, o terceiro dia começou pela zona onde o dinheiro é aceso e voa com a facilidade das palavras, a bolsa de NY e o Financial District. Aqui os prédios arranham os céus, tudo é enorme e imponente, as janelas reflectem os outros edifícios e a cidade parece reproduzir-se.



Enquanto caminhamos por ali, para onde quer que olhemos vemos entradas triunfais de prédios gigantes, bonitas e intrincadas, que contam histórias. E ainda que tivéssemos visitado esta zona a um domingo, conseguíamos sentir o burburinho das ruas, a eminência da energia que se vive por ali.



Depois de almoço, fomos até Tribeca, onde a arquitectura muda substancialmente, com linhas industriais, grandes armazéns e onde o vento corta caminho. Naquele dia estava tanto frio que quase corríamos por Tribeca e, na verdade, não entendemos a admiração por aquele bairro, que hoje é um dos mais caros e nobres da cidade.


No entanto, depois de umas voltas pelo bairro cor-de-tijolo, vimos a famosa garagem que deu mote ao filme Ghostbusters e outros sítios bonitos, ainda que fossem demasiado demasiado industriais para esta que vos escreve.



Tínhamos combinado lanchar com uns amigos ao final da tarde, por isso decidimos passear pelas zonas de SoHo e Nolita, onde as lojas e os cafés povoam cada esquina. Por aqui continua o ambiente industrial, as escadas de emergência que revestem os prédios e muitas pessoas a toda a hora, no reboliço dos dias.



(on broadway)

Depois do lanche prometido ao qual não tirei fotografias (e, de novo, shame on me), visitámos a nossa promessa, Times Square à noite. Não é mentira. NY é a cidade que nunca dorme.



Como estávamos do lado de Brooklyn, queríamos fazer a ponte de Brooklyn a pé até Manhattan, pelo menos uma vez. Foi assim que começou o quarto dia, com uma das minhas vistas preferidas e um dos meus lugares de eleição em NY.




Já do lado de Manhattan, pela primeira vez vimos esquilos e posso garantir-vos que o meu coração saltou uns compassos enquanto tentava que eles viessem ter connosco. Eram muitos que subiam às árvores do jardim de Union Square e, ao invés de encher um post só de esquilos e da minha vontade de trazer uns para cá, ficam só estes dois por cá.


Como já por aqui disse, NY é uma cidade que se conhece a pé e perdemos realmente muito quando decidimos fazê-la de metro, lá em baixo. Assim, este foi o dia que caminhámos mais, apenas porque havia alguns sítios que queríamos visitar e não se enquadravam nos planos dos próximos dias. Um dos sítios que era absolutamente obrigatório era o Katz Delicatessen, para provarmos o famoso pastrami que deu que falar depois do orgasmo fingido de Meg Ryan, no filme de 1989 "When Harry met Sally".

(Let's call the whole thing off)


O dia acabou nas ruas e lojas estranhas de Lower East side, onde bonecas invadiam as montras, as cores eram mais vivas e os ambientes eram tão ecléticos como artísticos. Foi a primeira vez que senti que NY é a cidade onde a arte vive livre, sem restrições, na amálgama de culturas que lhe dá casa.




O quinto dia começou nas nuvens, com a subida ao 67º andar do Top of the Rock, para ver as vistas da cidade lá de cima.



(Manhattan)

Não houve pedidos de casamento, que aqui deste lado isso já aconteceu. No entanto, foi no dia em que celebrávamos 3 anos dessa data especial e, por isso, sabíamos que íamos ter uma parada do St. Patrick's Day, o santo padroeiro da Irlanda e que abençoou o nosso casamento do verde mais bonito. Foi assim que comemorámos em conjunto com a cidade inteira, no meio do som de gaitas de foles e de homens de saias de pregas em plena Quinta Avenida.


A Quinta Avenida é conhecida em todo o mundo pelas lojas que alberga, mas também pelos seus edifícios bonitos e imperiais.



Este foi o dia em que caminhámos calmamente e no meio das pessoas vestidas de verde, vimos os lugares e prédios mais emblemáticos da cidade, como o Flatiron e o Empire State Building.



(New York State of Mind)

Durante a tarde, estivemos a caminhar pelo bairro de Chelsea, o que eu certamente escolhia para viver caso me saísse o Euromilhões, fosse uma pessoa famosa e decidisse ir viver para NY. [não contem muito com isso, que se eu tivesse dinheiro eu não viveria na cidade] 




Nos seus contornos britânicos, Chelsea é um bairro essencialmente residencial, tranquilo e muito seguro, rico, boémio e alternativo. Por lá, vemos o icónico Hotel Chelsea, casa de inúmeros escritores, artistas e músicos. Este bairro é também conhecido por ser o centro de arte de NY, com mais de 200 galerias de arte espalhadas pelo bairro e lojas de luxo em todo o lado.


E foi por aqui que acabámos o nosso dia especial, em Chelsea Market, um dos sítios mais giros que já vi na vida. É um centro comercial muito peculiar, construído na antiga fábrica de bolachas Nabisco, onde a Oreo foi inventada e produzida primeiramente.



Foi aqui que NY me surpreendeu e convenceu totalmente, ao final do quinto dia. Não sei se viveria aqui, mas percebo o fascínio por este lugar. É que há sempre algo de especial para se fazer, há sempre um lugar novo para se visitar, há sempre uma história para se desvendar. E sim, NY é mais do que uma cidade. É um estado de espírito.

P.S. Pediram-me para encurtar os posts que tinha para NY, que dividia a minha viagem por dias para vos contar. Por isso mesmo, hoje contei-vos 3 dos dias que tive por lá, mas não consegui reduzir mais as fotografias que tenho (que ainda são tantas!). Assim, para a semana volto com o último post desta cidade bonita. :)

6 comentários:

  1. Adorei, e a "banda sonora" é perfeita :D podes mostrar as fotos tooooodinhas e entupir o blogspot :) NY faz-me lembrar a série Fame (que vi todinha e comprei mesmo sem ser do meu tempo :D) e é claro, o mítico sozinho em casa.
    Porque toda a pessoa dos anos 90 sonha em passar um Natal em NY.
    *suspiro*

    beijinhos

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  2. Foram só suspiros ao ler o post e ver estas imagens... E a banda sonora a acompanhar: perfeita mesmo! Até um dia destes, Nova Iorque!

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  3. fiquei completamente a suspirar! adorei a banda sonora! <3
    quero tanto, tanto mas tanto fazer esta viagem. quero mais fotografias! e "New York State of Mind" é de arrepiar logo nos primeiros segundos, adoro esta música.

    mostra mais que eu quero ver! e boas fotografias inspiradoras nunca são demais. nunca. ainda para mais quando é sincero e genuíno!

    saudades <3

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  4. adorei as fotografias! é mesmo assim que imageino ny. e as fotos dos arranha céus, lindas*
    beijinhos,
    ana

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  5. Raquel,
    Excelente cobertura de Nova Iorque. Um retrato com identidade, que parece impossível quando pensamos nesta cidade.
    Só me ocorre agradecer-te a partilha. Porque, convenhamos, atrás destas fotografias cuidadas e da escrita bonita, está uma generosidade extrema. De outra forma, não seria possível.
    Um beijo :)

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  6. Que fotografias tão bonitas! Senti-me um bocadinho aí... ♡

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