27/01/2016

[bookworm] The Year Of Magical Thinking

No final do ano passado, decidi fazer uma pausa todos os dias e voltar a ler mais, a ter esse tempo para mim. Decidi também voltar aos livros em inglês, não só para exercitar a minha segunda língua, mas também porque tinha alguns livros em lista de espera nas minhas inspirações e que sabia que, pelo menos tão cedo, não teria para ler em português.

A verdade é que, na altura em que escrevi o 12 e pensei em traduzi-lo para inglês, percebi a dificuldade que é fazer "passar a mensagem" noutras línguas, porque existe sempre um pouco que se perde. Desta forma, decidi mesmo ler mais em inglês, quebrar barreiras linguísticas e aventurar-me naqueles livros que estavam na minha wishlist há demasiado tempo.

Um desses livros era este, The Year Of Magical Thinking, que tinha ouvido falar num vídeo da Estée Lalonde (que se designava antigamente por Essie Button), onde ela dizia que era um "must read", que era um bom começo para quem queria começar a ler Joan Didion, pois era um belo primeiro passo para o mundo dela. Apesar de não sermos minimamente parecidas (podíamos ser uma música do Marco Paulo, já que ela é loira e eu morena), costumo seguir algumas sugestões de maquilhagem dadas pela Estée e, embora tenha de acertar as cores, porque claramente temos peles distintas e eu sou mais morena, não tenho razões de queixa. Por causa disso e também porque me apaixonei pela capa em tons de dourado e prateado, decidi arriscar e aventurar-me a ler.

Desde as primeiras páginas que se revelou um livro difícil de ler, carregado, pesado. Sem querer estragar-vos a leitura e nem revelar demasiado, The Year Of Magical Thinking é autobiográfico e fala sobre o ano em que a escritora perdeu o marido, e tudo o que se passou nesse caminho. Por essa razão, é o reviver de algumas histórias passadas, daquilo que acontece e daquilo que ela sente. É o caminho da mudança de pensamentos durante um ano.

É, por isso, um livro algo denso, intenso e profundo, com camadas que insistiam em pesar. Assim, hesitei um pouco antes de vos falar sobre ele, apesar de já o ter acabado em Dezembro, já que, muito sinceramente e depois de o acabar, senti que não tinha gostado, que era demasiado triste e penoso para mim. Mas conforme o tempo vai passando, tenho-me lembrado muitas vezes de algumas frases no livro e que penso que são interessantes de ser lidas para quem já sofreu uma perda na vida. É algo que ecoa, como uma mensagem que todos nós já passámos, como aquela vontade de quereremos fazer algo diferente, de dizer aquilo que não dissemos, de viver aquilo que deixámos para o amanhã que nunca aconteceu. E quantas vezes já não consentimos uma promessa por cumprir, mesmo com alguém que gostamos?

De facto, The Year Of Magical Thinking é um livro denso e algo escuro, mas muito importante de ser lido pela temática que alberga. Aproveitem para lê-lo numa altura em que estejam bem e felizes, para que não se abatam muito pela história que ele conta. Mas não deixem de o ler. :)

2 comentários:

  1. Raquel,
    Há quanto tempo!
    Boas leituras, más leituras. Não importa, sequer, me interessa apelidar livros e autores. Embora, neste jogo, me permita opinar sobre o que leio, o que conheço. Validando-me, por fim, no meu gosto. Isto, em suma, para dizer que não podem existir complexos, em tudo, na leitura em particular. Não devemos exercer censura. Tampouco, mitigar putativos leitores. Isso sim, importa. Ler, ler sempre. O que seja, o que for.
    A mim, resta-me lamentar o tempo, sempre finito, sempre com tamanha pressa. Leva-nos tanto, leva-nos tantos livros por conhecer.
    Em tempos, uma pessoa próxima, disse-me que ler noutra língua é permitirmo-nos apaixonar por outras nacionalidades. Quem sabe.
    Um beijo. E excelentes leituras :)

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    1. Ando completamente desaparecida destas andanças, Real. Mas prometo que vou fazer um esforço para voltar e contar as minhas desventuras pelo mundo das leituras ;)
      Um beijinho e até breve!

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