14/03/2016

Groove Quartet: a entrega e a empatia dos heróis

[ler com esta música de fundo, o disco Everlasting dos Groove Quartet]

Escrever sobre pessoas de quem se gosta muito é difícil, mas é ainda mais complicado ditar linhas sobre Groove Quartet sem ser neutra.

É que foram eles que me abriram as portas para muitas das minhas inspirações musicais de hoje, foi com eles que me arrepiei pela primeira vez com o som duma guitarra, foi com eles que aprendi a cantar e que dei os primeiros passos neste caminho da música. Por isso e com todas as imparcialidades que se impõem, hoje venho falar-vos de Groove Quartet.

Começaram há cerca de 10 anos atrás, depois de uma época de experimentação onde se conheceram, depois do laboratório musical e já extinto Funk D' Jam, onde se aventuravam pelas músicas dos seus heróis. Nessa altura, queriam saborear um pouco do Jazz que fazia parte da educação musical de cada um, mas também queriam verter o Blues, o Soul e o Funk que lhes corria nas veias. Desta forma, inspirados nos grandes Soulive, criaram este quarteto instrumental, cuja música se fundamenta no Jazz, com improvisação de vários estilos, todos eles com muita alma.


São eles o Daniel Lima nas teclas, o Frederico Martinho na guitarra, o Pedro Pinto no contrabaixo e o João Correia na bateria. Músicos completos e admiráveis por si só, são 4 amigos e constroem música não só naquilo que os inspira, mas também nas relações que os unem. Talvez por isso sejam tão especiais e vê-los ao vivo seja uma experiência tão gratificante, porque, em cada nota, contam um pouco daquilo que os move, o que os rodeia e fascina, em cada tom desvendam um pouco daquilo que são. É, portanto, música emocional, cheia de afectos e profundidade, carregada de amor.

Na última quinta-feira, vieram ao Porto apresentar o segundo disco, Everlasting, tão esperado por aqueles que os seguem de perto. Foi uma noite muito bonita, a concretização de algo que já era prometido há uns tempos, uma celebração em conjunto com amigos, dentro e fora do palco. Fica aqui uma das minhas favoritas, Tough Break, para animar a vossa segunda-feira. :)

Já lá vão alguns anos desde que nos separámos musicalmente, mas, felizmente, a amizade manteve-nos unidos. A vida deu-me sempre o prazer de poder vê-los a crescer, de aplaudir de pé a admiração que tenho por eles, esse orgulho sem fim naqueles que não são só meus amigos ou os que me mostraram o caminho da música. Eles são também os meus heróis, exemplos daquilo que gostaria de ser quando for grande. E, em cada nota que fazem soar, fecho os olhos, tenho a pele em ponta dos pés e ganho novos significados. Em cada nota que me mostram, apaixono-me de novo pela Música.

P.S. Sigam os Groove Quartet pelo Facebook, e ouçam a música deles no Spotify ou no Youtube. Vejam também um pequeno documentário que foi feito sobre as pessoas que se encontraram também em Groove Quartet.

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